08/05/2017 às 21h40min - Atualizada em 08/05/2017 às 21h40min

Jovem é torturada e tem cabelos cortados com faca

Uma mulher bonita, mas que sente vergonha de sorrir porque teve um dos dentes quebrados com um martelo. Uma jovem  que esconde o que sobrou dos longos cabelos com um lenço porque os fios foram cortados a força, com uma faca de cozinha. Os sinais de tortura estão espalhados pelo corpo franzino, que amamenta uma criança de um ano de idade. Nos braços e ombros da jovem, há marcas de queimaduras provocadas por um cigarro.“Ele tinha ciúmes da nossa filha, bebê de colo, vigiava minhas coisas, mexia nas minhas conversas do celular. Quando começou a me agredir, disse que queria ver mais sangue. Tive medo de gritar por socorro e de fugir porque ele escondeu minha filha, eu não sabia quem estava com ela e o que podia acontecer”. A narração é assustadora e o mais impressionante é o fato de não se tratar de uma ficção de terror, é a dura realidade de P. A. S., 23 anos, brutalmente agredida pelo ex-companheiro.
E. O. O, 28 anos, é o homem apontado pela jovem como agressor. Os dois tiveram uma união estável por dois anos, até que após a violência, há cerca de duas semanas, Raphael fugiu. “Nos conhecemos desde a infância, mas há cerca de dois anos nos reaproximamos e começamos a namorar. Fomos morar juntos na casa da mãe dele. Eu fiquei grávida após três meses de relacionamento, e ele acabou sendo preso por receptação. Eu ia visitá-lo na cadeia, mas quando eu saia de lá ele me ligava ainda mais agressivo. Quando deixou a penitenciária, estava com ciúme doentio e me acusava de traição, mas nunca traí ele. Até que depois de mexer nas minhas conversas em uma rede social, ele disse que ia me matar”, conta a vítima. P. A. S. foi torturada por quase dois dias, mas quando achou que não teria mais forças, conseguiu escapar e pedir ajuda aos familiares. A vítima foi resgatada pela mãe e um irmão. Bastante machucada, mal conseguia falar, mas registrou um boletim de ocorrência. Ex-companheiro ainda não foi encontrado pela polícia. O caso está sendo investigado na delegacia de proteção à família.
Com medo, a jovem vive numa prisão domiciliar, escondida, tentando criar a filha , também privada de liberdade, esperando que a justiça seja feita e o homem que a torturou, vá para trás das grades, antes que outras mulheres se também se tornem vítimas. “Tenho medo que ele volte e faça algo com a minha filha, ou que me tire de perto dela. Eu não tenho mais liberdade, não posso sair de casa, não posso tirar minha filha daqui, quero que ele vá preso para que pague pelo que fez comigo e não faça também com outras mulheres que cruzarem o caminho dele”.
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