21/09/2016 às 22h06min - Atualizada em 21/09/2016 às 22h06min

Perfil - Alexandre Ferreira

Na coluna passada, abordei nossa estreia com um olhar geral sobre o universo musical. A partir de agora, farei uma série de perfis de artistas, compositores, músicos e todos ligados à música da nossa Uberaba, inaugurando aqui com Alexandre Ferreira.

No final dos anos 80, Alexandre começou com aulas de violão. No início dos anos 90, comprou seu primeiro teclado no Paraguai e iniciou sua experiência em acordes e solos. “Lembro que uma das primeiras músicas que me aventurei a tocar foi Imagine do John Lennon e como sempre gostei de sons de synth (teclados sintetizadores), não demorou muito para me familiarizar com a música eletrônica dos anos 90”, explica Alexandre Ferreira.

Caiu na estrada com a “Banda Vênus” e conheceu a “escola” chamada "Baile". Foi quando considerou seu início oficial na música em 1992. As bandas de baile entre os anos 80 até o fim dos 90, trouxeram muita experiência para seus músicos, em todos os sentidos. Aqui, observo que o empirismo deste universo é único. Músicos, cantores, empresários viajam por todo o Brasil, lidando com todos os públicos e tocando praticamente toda a gama de variedades musicais.

Mais tarde, diz Alexandre “tive a honra de tocar com Joãozinho na banda “Union” que no final dos anos 90 se transformou na “Sandwich Brasil” onde partimos para o trabalho de música autoral”. Para quem não sabe, muitos dos nossos músicos e artistas aqui de Uberaba possuem obra autoral, e fazem isso geralmente por conta própria, sem contrato de distribuição, sem patrocínio para o estúdio que irá gravar, contando apenas com o espírito de amizade e colaboração entre os próprios músicos. “Eu sempre gostei de trabalhos autorais e há quase 12 anos tenho a oportunidade de viver este tipo de proposta com a Banda Outubro”.

Escolhi Alexandre como personalidade desta coluna por várias razões. Músico competente, profissional, ético, comprometido com as coisas que se propõe a fazer, mas também grande parceiro e amigo. O espírito de gratidão está presente nesta sua alma boa, como podem perceber aqui em sua citação: “Se minha vida musical tivesse terminado aqui eu já estaria muito feliz pois haviam dois fatos que ligavam Banda Vênus e Union. Eu decidi tocar teclado ao ver a banda Vênus se apresentando em um bar durante a Expozebu e o Joãozinho era uma referência para mim, um ídolo...Imagina ter a oportunidade de tocar com um ídolo! João me procurou na minha casa e me convidou para tocar na Union, convite que veio através da indicação do Djava (baterista). Quando ele saiu de lá eu dava pulos de alegria, eu não esperava ter aquele convite. Foi fantástico!”

Nos últimos 16 anos tem contato também com a música católica, participando da direção de grupos e trabalhando na construção de arranjos durante este período. Realizou trabalhos na criação de trilha sonora para comerciais e filmes como o curta “Entidades” e recentemente auxiliou na produção de captação e criação de foleys do filme “Ninfabebê”.

Alexandre finaliza simpático como sempre. “E hoje tive mais uma surpresa...ser convidado para esta entrevista para a coluna Sonzera! Puxa! Realmente não imaginei ser um entrevistado e ainda mais por nada mais nada menos que Pedro Amuí, que também é referência e ícone na minha formação musical (formação esta que é constante). Espero que tenha acrescentado algo para você que acompanha esta coluna. Obrigado pela oportunidade!”.

Obrigado você, irmãozinho.


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