27/04/2017 às 20h26min - Atualizada em 27/04/2017 às 20h26min

Greve geral nesta sexta deve atingir alguns setores em Uberaba

Uma greve geral está programada para acontecer em todo o território nacional ao longo desta sexta-feira (28). O ato será para impactar o setor econômico brasileiro em manifestação contra as reformas na Previdência e legislação trabalhistas, propostas pelo governo do presidente da República, Michel Temer. Em Uberaba, alguns setores serão atingidos.

A reportagem do Uberaba Popular entrou em contato com dirigentes de alguns setores, que se posicionaram sobre o assunto. Na educação, segundo a presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-Ute/MG), Maria Helena Gabriel, o ensino irá aderir à greve e não haverá aulas nas escolas estaduais e municipais nesta sexta-feira. Algumas escolas particulares vão funcionar normalmente. Por enquanto, e única que confirmou a paralisação nesta sexta é o Colégio Marista Diocesano.

No transporte, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários de Uberaba e Região (STTRUR), Lutério Alves, disse à reportagem que orientou os trabalhadores a paralisarem nesta sexta, mas que a adesão será facultativa, já que os trabalhadores trabalham para outras empresas e o dia do trabalho deverá ser reposto.

Já a Superintendência de Transporte Público ainda sabe informar se o ato irá afetar a circulação dos ônibus coletivos na cidade.

O vigário geral da Arquidiocese de Uberaba, Padre Saulo Emílio Pinheiro Moraes, emitiu um comunicado dizendo que não haverá expediente na Cúria Metropolitana, no dia 28, em conformidade às manifestações que acontecerão em todo o país. As comunidades paroquiais também serão afetadas.

Os bancários da cidade também irão aderir à greve, segundo informações do Sindicato dos Bancários. As agências ficarão fechadas pela manhã e abrirão somente após às 12h, com exceção da Caixa Econômica Federal (CEF), que não irá abrir durante todo o dia. Os correios também estarão parados.

Já o presidente do Sindicato do Comércio de Uberaba (Sindicomércio), Marcelo Árabe, disse que o comércio não será atingido e que os comerciantes trabalharão normalmente. Para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Uberaba (CDL), o setor é produtivo e quer trabalhar.

População. Em contato com alguns trabalhadores da cidade, as opiniões se dividiram e não será toda a população que irá parar ou ir às ruas no dia 28. Segundo a comerciante Luciana Machado, um dia parado corresponde a um saldo negativo na conta. “Infelizmente eu não posso parar. Do mesmo modo que muitas empresas não pararão, vai ter cliente que vai precisar de mim. Me manifesto contra, mas não posso ir às por conta disso”, disse.

Já a estudante Luana Teixeira acredita que toda a população deve parar no dia 28 e ir às ruas. Para ela, só assim o governo será impactado e sentirá o poder do povo. “De pouco em pouco a gente vai fazendo nossa revolução. Espero que essa greve tenha um impacto lá em Brasília”, conta.

Para o diretor de um colégio particular no Centro da cidade, a adesão à greve só será feita se todos os outros colégios particulares também pararem. Para ele, é difícil ficar sem atender os estudantes que são de fora. “Tem muito aluno pequeno que os pais não têm com quem deixar e, por isso, trazem pra escola. O que eu vou fazer com essas crianças? Não posso deixar ninguém na mão. Sou contra a reforma da previdência, contra as propostas feitas pelo governo, mas eu não posso fazer com a greve prejudique os meus clientes. Não posso pensar só em mim. Tenho que pensar como um todo”, pontua.

A greve geral tem o objetivo de reunir diferentes categorias. A última realizada em âmbito nacional ocorreu em 1996, contra a política de privatização, flexibilização de direitos trabalhistas e desemprego, atingindo 19% da população brasileira economicamente ativa. A maior greve geral nacional realizada foi no ano de 1989, com adesão de 70% da população economicamente ativa no país.


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