27/04/2017 às 20h08min - Atualizada em 27/04/2017 às 20h08min

Jogo de empurra: ninguém assume responsabilidade por problemas na saúde

A direção da Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, empresa contratada para administrar as duas unidades de pronto atendimento do município, anunciou na manhã dessa segunda-feira (26), que vai reincidir o contrato com a prefeitura.

O anúncio do rompimento foi feito durante entrevista coletiva com a imprensa em um hotel da cidade.

Segundo o diretor de operações da Pró-Saúde, a decisão foi tomada após várias tentativas de acordo com o governo do município, que segundo a empresa, deve cerca de R$7 milhões decorrentes de internações não previstas em contrato. “Quando nós começamos o projeto ele era condicionado a abertura do hospital e isso não aconteceu. As UPAS começaram a internar pacientes e isso gerou um desiquilíbrio do contrato na ordem de R$ 300 mil por mês”, relata Jocelmo Pablo Mews.

A Pró-Saúde assumiu a gestão das Upas dos bairros Parque do Mirante e São Benedito em janeiro de 2015. 4 anos e 4 meses depois, a empresa é alvo de uma intervenção da prefeitura, comunicada no último dia 13 de abril, para investigar possíveis irregularidades na prestação de serviço. Uma das questões apontadas seria o aumento do número de mortes nas unidades.  A organização social contesta. “Nós em 2017, quando comparado com 2016 no mesmo período, tivemos uma redução de 19% no número de óbitos, acreditamos que isso seja uma jogada política para a prefeitura não conceder de fato, aquilo que pedimos, que é a remuneração dos pacientes internados nas Upas.

[caption id="attachment_10355" align="alignright" width="300"]
Procurador Geral do município, Paulo Salge[/caption]

Paulo Salge, Procurador Geral do município, disse que estranhou a postura da Pró-Saúde e que ela não pode decidir pela rescisão num momento em que é  alvo de sindicância administrativa. “Eu enxergo nessa notificação uma intenção da empresa de querer transpassar para o município, principalmente perante opinião pública, uma situação irreal, ela não tem nem legitimidade para fazer essa notificação já que está sob intervenção e coloca ainda situações inverídicas”.

A Procuradoria instaurou um processo administrativo e a notificou a Organização Social que tem 10 dias para apresentar uma defesa.


Link
Notícias Relacionadas »
Plantão
Atendimento
Envie a sua sugestão de notícia pelo PLANTÂO.