26/04/2017 às 22h32min - Atualizada em 26/04/2017 às 22h32min

ABCZ e Fazu realizam Programa Nacional de Avaliação de Touros Jovens

Produzir carne consumindo cada vez menos recursos, com maior eficiência, maior lucratividade e menor impacto ambiental. Esse é objetivo do PNAT, o Programa Nacional de Touros Jovens realizado em Uberaba.

Os touros têm entre 18 e 30 meses de idade e participam da 8ª edição do programa que seleciona reprodutores zebuínos. “É uma prova de eficiência alimentar e já temos 93 inscritos. Essa prova tem duração de 112 dias, sendo 42 dias de adaptação e 72 dias de prova efetiva, onde vários parâmetros serão avaliados. Dentro de um mesmo lote vamos identificar animais mais eficientes para o rebanho, aqueles que convertem melhor o alimento em peso, são mais econômicos, produzem menos desejos e são ambientalmente mais sustentáveis”, explica a coordenadora do curso de zootecnia Juliana Paschoal.

A seleção é importante porque separa o gado capaz de render mais lucro com menos gastos para o criador.

Nas orelhas os touros têm um bottom eletrônico que é um sistema de identificação. O cocho onde os animais comem funciona como uma balança. Toda vez que se alimenta, o sistema identifica o número do touro e aí fica fácil saber quanto o animal comeu naquele dia.

A alimentação desses animais é preparada basicamente com silagem e um concentrado comercial e é servida igualmente para todos os animais para que eles possam ganhar em média até um 1,3 kg por dia. Os melhores selecionados vão participar da Expogenética, em agosto.

O gerente de melhoramento Pró-Genética da ABCZ, Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, conta que os touros são avaliados por uma comissão de técnicos, criadores, visitantes e Centrais de inseminação. O sêmen é coletado e distribuído para rebanhos colaboradores. Atualmente temos mais de 400 rebanhos em 22 estados brasileiros e alcançamos 60 mil doses distribuídas”.

O programa é realizado em parceria com ABCZ e Fazu, Faculdades Associadas de Uberaba.

A experiência prática enriquece o currículo dos alunos que ficam de olho no confinamento analisando o comportamento e o desempenho dos animais, que no futuro vão promover a democratização do melhoramento genético nas propriedades rurais do país. “Tem acrescentado muito no sentido de aliar a teoria à prática, ver como as coisas acontecem e estar preparado para atuação quando estiver formado”, finaliza o estudante do 3º período de Zootecnia, Guilherme Augusto de Melo Vargas.


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