24/04/2017 às 23h07min - Atualizada em 24/04/2017 às 23h07min

Poliana, Raíssa e Batata ganham medalhas em Open Internacional

Três atletas da Adefu (Associação dos Deficientes Físicos de Uberaba) participaram no fim de semana do Open Internacional de Atletismo, realizado no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo-SP. Poliana Sousa, Raíssa Rocha Machado e José Humberto Rodrigues ganharam medalhas e agora vão intensificar os treinamentos para conquistarem os índices de classificação para o Mundial de Londres, em julho.

O Open reuniu mais de 300 atletas de oito países e muitos garantiram vaga no Mundial. Os uberabenses ainda precisam melhorar suas marcas para serem convocados. Em junho acontece a última competição para conseguirem os índices: a 1ª etapa do Brasileiro, que ocorre entre os dias 2 e 4. No dia 6, sai a lista dos convocados.

Resultados

Poliana Sousa ganhou duas medalhas. Ela foi ouro no lançamento de dardo, quebrando o recorde brasileiro – que já era dela – com a marca de 14,66m. A atleta da classe F54 ainda disputou o arremesso de peso, faturando a prata, com 5,88m.

Raíssa Rocha e José Humberto competiram só no dardo. Raíssa, da classe F56, foi ouro, com lançamento de 19,17m, em prova que mesclou as classes F54, F55 e F56. Ela ficou a cinco centímetros da melhor marca da carreira.

José Humberto, o Batata, da classe F54, ficou com a prata, com a marca de 26,41m. O ouro foi de um atleta da classe F55 (a prova também foi mesclada), ou seja, Batata foi o melhor de sua categoria. O resultado foi muito comemorado, principalmente levando em conta as dificuldades. “Foi uma disputa conturbada, porque tivemos uma viagem desgastante. Conseguimos o transporte, uma van com a Funel, de última hora, ficamos naquela ‘chega ou não chega’ e isso atrapalha psicologicamente. O tempo também não estava bom. Recentemente, no Regional, consegui um arremesso de mais de 28 metros”, conta.

Confiança

Os representantes da Adefu confiam na classificação para o Mundial de Londres. “Está faltando pouco para as marcas necessárias. Tanto eu, como a Poliana e a Raíssa, temos grandes chances”, diz Batata, que foi vice-campeão no Mundial de Doha, no Catar, em 2015.

Raíssa, que também foi prata no Catar, sabe que a convocação não é fácil. “Às vezes no treino você consegue, mas na prova não é o seu dia. A Seleção quer os melhores, para ir e ganhar medalha, não para passear. Tem que ser o índice A”, comenta, referindo-se a uma marca por volta de 22,04m. De qualquer forma, o resultado no Open em São Paulo foi um “impulso” para buscar a vaga no Mundial. “A marca não foi excelente, mas foi um “empurrão”, foi muito importante psicologicamente. Eu estava desanimada depois das Paralimpíadas, pensei em desistir, mas agora vou continuar procurando melhorar a cada dia”, afirma.

Os três uberabenses têm no currículo os Jogos do Rio-2016. Poliana também esteve nas Paralimpíadas de 2008, em Pequim, mas não competiu – chegou a viajar, porém, já na China, uma mudança de classe a tirou da disputa, porque não tinha o índice. Agora, ela quer a convocação pro Mundial de Londres. “Vamos melhorar pra etapa do Brasileiro, acredito que temos uma grande chance. Estamos treinando todos os dias na academia e no campo”, relata.

Poliana aproveita para criticar a falta de apoio ao paradesporto. “Toda competição é um sufoco, temos que tirar do bolso para participar. O Bolsa Atleta está seis meses atrasado. Eu ainda tenho o apoio da NutriShop com os suplementos. Nossa estrutura é mínima. É incrível uma cidade como Uberaba não ter qualquer incentivo para atletas de alto nível”, desabafa.


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