21/09/2016 às 12h47min - Atualizada em 21/09/2016 às 12h47min

Lutadora de 16 anos ganha medalha de bronze no Mundial de Kickboxing

Um bronze que valeu ouro. As­sim a lutadora uberabense Yas­min da Silva Matias, de 16 anos, resumiu sua participação no Mun­dial de Kickboxing, em Dublin, na Irlanda, de 27 de agosto a 3 de setembro. A medalha é mais uma conquista para uma carrei­ra ainda pequena, mas vitoriosa.

Yasmin ficou com o bronze na categoria Kick Light, na qual são permitidos chutes da coxa a cabeça e socos retos. “É uma disputa por pontuação, não exis­te nocaute”, explica a atleta, que competiu na categoria 60 a 65 quilos, de 16 a 17 anos. São lutas com três rounds de dois minutos cada. Ela ainda foi a nona colocada na Light Contact (golpes da cintura pra cima).

Na Kick Light, com número ímpar de participantes, a ubera­bense foi sorteada e “pulou” as quartas-de-final, entrando direto nas semifinais. Acabou derrotada por uma oponente espanhola, que seria a campeã. Como não há disputa de terceiro lugar, Yasmin e a outra semifinalista derrotada ficaram com medalha de bronze.

Além do bronze, a brasilei­ra comemorou a experiência vivida. “É uma competição de altíssimo nível. Lutadoras que lutam há mais de 10 anos, a maioria faixa preta em várias modalidades. Eu perdi para uma que luta há seis anos e é faixa preta no kickboxing e também luta taekwondo. Eu pratico há um ano e oito meses”, ressalta.

Além do tempo de prepara­ção, outra diferença é o incen­tivo que as europeias recebem das federações de seus países. A delegação brasileira teve só duas pessoas: Yasmin e outro atleta, Matheus Cainã, de Maringá-PR. “Não tivemos condições de pa­gar para os técnicos irem. Eu tentei ser a técnica dele, e ele, o meu técnico. Essa é a realida­de. A Rússia, por exemplo, tinha 180 atletas”, recorda a lutadora.

Para participar do Mundial, sem técnico, viajando sozinha, Yasmin precisou arrecadar cerca de R$ 15 mil. “Fiz rifa, pedi aju­da no sinaleiro e tirei boa parte do meu bolso”, conta. Ela ainda teve o apoio de patrocinadores (Januário Advocacia Militar, Ga­barito, NutryDerm, Livraria e Editora Lemos e Cruz, Abace e Tasmanian Gym). Não recebeu in­centivo do poder público. “Estive na Funel (Fundação Municipal de Esporte) no ano passado, me dis­seram que não seria possível aju­dar porque o orçamento estava fechado, mas esse ano poderia dar certo. Voltei lá, ficaram de me retornar, e nada”, lamenta.

Yasmin começou no muay thai, mas migrou para o kickbo­xing, incentivada pelo mestre Ilton Donizete. “O kickboxing tem uma federação maior, são mais campeonatos para partici­par”, comenta a atleta. Em sua curta carreira, já são dois títu­los mineiros, dois brasileiros e um sul-americano. “O Mineiro classifica para o Brasileiro, que classificou para o Sul-America­no no ano passado e, esse ano, para o Mundial, que acontece de dois em dois anos”, explica. Classificada também para o Pan­-Americano, ela se prepara para a competição que acontece em outubro, em Cancun, no México.


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