21/09/2016 às 12h24min - Atualizada em 21/09/2016 às 12h24min

No atletismo, uberabenses obtém bons resultados

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Poliana comemora desempenho, apesar da falta de apoio em Uberaba| FOTO / CPB[/caption]

Ade­fu que competiram no atle­tismo no Rio não ganha­ram medalhas, mas todos conseguiram bons resultados.

O primeiro a disputar foi José Humberto Rodrigues, o Batata, na prova de lançamen­to de dardo F53/54. Ele foi o quarto colocado, com a marca de 23,41m, só 15 centímetros a menos que o ganhador do bronze. “Fica o aprendizado. A chance de medalha era gran­de, mas fui prejudicado pela arbitragem com meu banco de lançamento. Estou triste por não levar uma medalha para os uberabenses, mas agora é le­vantar a cabeça, pensar no Mun­dial em Londres e treinar mais”, diz o craque, que pertence à classe F54, assim como os três atletas que formaram o pódio.

O grego Manolis Stefanoudakis foi o campeão, ganhando o ouro com direito a quebra de recorde paralímpico: 29,45m. Luis Zepe­da, do México, foi prata, com 25,92m. E Aliaksandr Tryputs, da Bielorrússia, bronze, com 23,56m.

Poliana Sousa foi a próxi­ma uberabense a competir. Ela participaria só do dardo, mas, como tinha índice para o ar­remesso de peso, acabou dis­putando outra modalidade. Foi a sexta colocada na classe F54, com arremesso de 5,70m.

“Estou muito satisfeita. Meu foco foi no dardo, não treinei peso para competir, e ainda obtive uma boa co­locação”, comenta Poliana.

O pódio da prova teve a chinesa Liwan Yang ganhando ouro, com 7,89m, novo recor­de paralímpico; Hania Aidi, da Tunísia, foi prata com 6,86m; e Fadhila Nafati, também da Tunísia, bronze com 6,38m.

Raíssa Rocha Machado foi a representante da Adefu se­guinte. No lançamento de dardo F55/56, ela ficou em sexto lugar, com 18,57m, sen­do a melhor atleta das Améri­cas na prova. Para ela, foi um “sonho” participar dos Jogos. “A prova foi muito ‘pegada’ e não me saí muito bem, mas quero agradecer primeiramen­te a Deus pela oportunidade e ao apoio dos uberabenses e de todo mundo que esta­va lá, foi tudo muito lindo”.

A pressão e a dificuldade de uma Paralimpíada foram des­tacadas por Raíssa, que é da classe F56. “Por ser um even­to que mexeu com o mundo foi um pouco difícil segurar a pres­são, mas isso não influenciou no resultado. Teve uma junção de classe (F55 com F56) e isso pesou muito, porque as meni­nas são muito boas e aumentou demais o nível da prova. Não trouxe uma medalha, mas trou­xe uma bagagem de experiên­cia que vai me ajudar muito da­qui pra frente. Sou nova e vou me focar e treinar mais para chegar forte contra minhas adversárias”, frisa a atleta.

Diana Dadzite, da Letônia, classe F55, ganhou o ouro com a marca de 23,26m, novo re­corde mundial. A alemã Marti­na Willing, rival de Raíssa em outros campeonatos, recordis­ta mundial e paralímpica F56, foi a segunda colocada, com 22,22m. Também da classe F56, Nadia Medjmedj, da Argélia, fi­cou com o bronze, com 20,24m.

Por fim, Poliana Sousa vol­tou ao Estádio Olímpico para o lançamento de dardo F53/54, conquistando o quinto lugar, me­lhor posição das Américas, com 13,96m. Assim como a uberaben­se, as atletas do pódio são da classe F54. A medalha de ouro é da nigeriana Flora Ugwunwa, com 20,25m, novo recorde mun­dial. A prata ficou com Hania Aidi, da Tunísia, com 18,88m, melhor marca da carreira. E o bronze é de Ntombizanele Situ, da África do Sul, também com a melhor marca pessoal, 17,90m.

Poliana se diz satisfeita com o resultado, ainda mais levan­do em conta as dificuldades que encontra. “Estou muito feliz com essa colocação, sou a quinta melhor do mundo. Hoje agradeço ao meu noivo e treinador Rodrigo Carlos por sempre me apoiar. Teve dias que não tínhamos material para treinar. Enquanto nossa estrutura em Uberaba não me­lhorar, fica difícil. Deveria ha­ver uma estrutura maior para os atletas paralímpicos, como acontece nas pequenas cidades da Europa. Quem sabe após a Paralimpíada as coisas possam mudar. Mesmo sem apoio, ti­vemos quatro representantes da cidade na maior competição do planeta”, desabafa.


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