17/04/2017 às 20h21min - Atualizada em 17/04/2017 às 20h21min

PF investiga roubo a funcionário dos Correios e Sindicato quer melhores condições de trabalho

A Polícia Federal de Uberaba investiga série de roubos a agências e funcionários dos Correios em Uberaba. O resultado das investigações já começou a aparecer em setembro do ano passado, quando a polícia prendeu suspeitos de integrar uma quadrilha que agia em Uberaba e região. O material apreendido com o grupo foi levado para a sede da Polícia Federal. Foram recuperados três carros, 7 quilos de pasta base de cocaína, joias, dinheiro, uma balança e fitas de plástico que segundo a polícia, funcionam como algemas descartáveis para amarrar vítimas durante os assaltos.

A situação voltou a ser discutida após mais um roubo à mão armada ser registrado na última semana. A ação criminosa foi flagrada por câmeras de segurança e mostram um funcionário dos Correios sendo surpreendido enquanto trabalhava.

Conforme as gravações, o servidor realizava entregas na rua anta Catarina, no bairro Santa Maria. Quando estacionava o veículo foi rapidamente abordado pelos criminosos, que estavam também em um furgão, de cor branca. Enquanto um dos suspeitos permaneceu no carro, o outro desceu, exigiu a chave do carro e ainda agrediu o funcionário com um chute. Os bandidos foram embora com o veículo que foi encontrado abandonado minutos depois, no mesmo bairro. Todas as correspondências foram levadas pelos assaltantes.

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Presidente do Sintect - URA, Wolnei Capoli[/caption]

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios, Telégrafos e Similares de Uberaba e Região, Sintect - URA, Wolnei Capoli, diz que muitos casos de violência nem chegam ao conhecimento do sindicato. “Desde 2013 não há contratações, situação essa, que vem deixando nossos trabalhadores cada vez mais a mercê da violência e criminalidade. Por conta da quantidade de serviço, o trabalhador fica exposto com mais pontos de trabalho a ser desenvolvido no trajeto normal. E nos preocupamos com quem atua dentro das agências também, porque nossos atendentes já vivem amedrontados nas unidades de trabalho. O sindicato vem entrando com medidas judiciais junto a empresa para que isso seja sanado e buscamos o apoio em órgãos públicos para que nos ajudem com alternativas e suporte nesse tipo de situação em específico”, finalizou.


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