07/04/2017 às 13h25min - Atualizada em 07/04/2017 às 13h25min

Bocha paralímpica reúne 70 atletas do Centro – Oeste em Uberaba

A chuva que caiu na tarde desta sexta-feira (7) no Centro Municipal de Educação Avançada, o Cemea do bairro Boa Vista, tumultuou o início do Campeonato Regional Centro-Oeste de Bocha Paraolímpica, que foi interrompido por uma hora.

Apesar do contratempo provocado pela quantidade de água que vazou na quadra pela estrutura do telhado, a disputa foi retomada com tranquilidade.

Anfitriã da competição, a Adefu, Associação dos Deficientes Físicos de Uberaba, participa com 12 atletas de nível internacional. “ Receber o campeonato aqui é uma oportunidade dos uberabenses conhecer a modalidade que é tão importante para nós e tem atletas paraolímpicos de potencial”, lembrou a campeã da Copa Americana em Montreal em 2015 e presidente da Adefu, Ercileide Laurinda.

Se você já ouviu falar, mas não faz a mínima ideia do que é o esporte, já fique sabendo que exige muita estratégia e precisão. As bolas coloridas (seis azuis e seis vermelhas) que rolam na quadra devem chegar o mais próximo possível da bola branca. É a regra de ouro do esporte que usa 13 bolas.

Criada originalmente para ser praticada por pessoas com paralisia cerebral, hoje, atletas com deficiências que afetam as habilidades motoras, também foram incluídos na modalidade.

É a terceira vez que Uberaba sedia um campeonato regional de bocha. Ao todo 70 atletas de 8 clubes do Distrito federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas se enfrentam em 4 categorias: BC 1 para atletas apenas com paralisia cerebral, BC2 e BC4 em que, além da paralisia, o atleta apresenta um quadro que não afeta o cérebro, e BC3 com grau mais severo de deficiência. Nesse último caso, além do auxílio de um assistente, o jogador conta com um dispositivo semelhante a uma calha para direcionar as jogadas.

A bocha chegou no Brasil em 1995, mais de 20 anos depois, o país já é referência mundial no esporte. São cerca de mil atletas brasileiros. Mais que dificuldades nos locais e estrutura para treinamento, o grande desafio mesmo é trabalhar a conscientização de que a capacidade de amar e ser amado do deficiente físico não pode ser excluída. “ A bocha foi criada justamente para tirar a pessoa do ostracismo e demonstrar que apesar de um comprometimento físico, ela tem possibilidades que a fazem conviver na vida diária com dignidade e reconhecimento de um cidadão, que pode parecer uma coisa básica, mas para eles é muito significativo” a coordenadora nacional da bocha do Comitê Paralímpico Brasileiro, Márcia Campeão.

Os resultados no Regional são importantes porque definem os três classificados para o campeonato Brasileiro que acontece nos meses de outubro e novembro em São Paulo.

Para dar sorte, a paratleta do Mato Grosso do Sul, Adriana Rolon  até pintou os cabelos de verde, um ritual que já virou característica da jogadora. “Já pintei de várias cores, até de vermelho e laranja imitando fogo, já escolhi a cor para a próxima competição, mas não conto de jeito nenhum, é segredo”, se diverte.

Bom humor, foco e disposição para vencer, é o que a bocha tem proporcionado aos jogadores as famílias que já descobriram: para qualquer barreira física, a melhor saída é mesmo a superação!

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