05/04/2017 às 13h19min - Atualizada em 05/04/2017 às 13h19min

Afinal, o que eu falo para o psicólogo?

A Psicologia possui várias especialidades. Elas dependem de onde irá trabalhar o psicólogo, como escolas, hospitais, clínicas particulares, setor de Recursos Humanos em empresas, etc. Também dependem de qual 'teoria' orienta o trabalho do psicólogo. Assim o psicólogo pode ser psicanalistas, comportamental, neuro-psicólogo, sistêmico, esquizoanalista, entre alguns outros. Além disso, o trabalho pode ser feito individualmente, em grupos, com casais ou com familiares.

Tudo isso nos mostra que podem ser muitas as demandas atendidas por um psicólogo, ou seja, podem ser muitos os motivos que levam alguém a procurar ou precisar de um psicólogo. Também mostra que pode ser bem variado o tipo de trabalho que o psicólogo pode oferecer.

Se é em uma escola ou em um hospital, o trabalho é fundamentalmente diferente. Se a pessoa procura para fazer um exame psicotécnico para tirar sua habilitação ou se participará de um grupo para atividades corporais, da mesma forma o trabalho é bastante diferente. Em casos como estes, há alguma instrução sobre o que é necessário fazer.

Contudo, ocorre que muitas vezes a pessoa recebe um encaminhamento. Isto porque, ao procurar um médico, recebe como resposta que seu problema é 'emocional'. Logo, será necessário um acompanhamento psicológico. Outras vezes também ouvimos de amigos e familiares que deveríamos procurar um psicólogo, fazer terapia. Esse pedido dos conhecidos ou do médico pode não ser bem-vindo, pois muitos ainda se assustam já que acreditam que terapia é coisa de louco ou de gente que já perdeu o próprio controle.

Pois é mesmo na clínica ao procurar atendimento psicológico que surge essa dúvida comum: "não sei o que falar, me disseram para vir aqui". Pode ser uma surpresa ao se descobrir que em terapia trabalhamos com algumas questões antes vistas como comuns, mas que escondem grandes significados em nossas vidas. Podemos esperar que iremos falar de algum problema, porém não sabemos como falar ou por onde começar. Outras vezes nem sabemos se temos mesmo algum problema.

Parte da resposta para esta dúvida é que falamos para o psicólogo sobre nossa vida, coisas simples, e mesmo assuntos que podem parecer não ter nada a ver com o motivo inicial da procura, mas que tem feito parte da nossa experiência. Às vezes, de repente, lembramos de algo enquanto conversamos e daí pode seguir a conversa. Também, podemos falar de nossa vida, da família, do trabalho, alegrias e incômodos.


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