31/03/2017 às 09h14min - Atualizada em 31/03/2017 às 09h14min

Kauã ignora diagnóstico e faz a primeira cirurgia

O garoto Kauã Lincoln realizou nesta quarta-feira (29), a primeira de seis cirurgias que precisa fazer nos próximos anos até a adolescência.

O procedimento feito no Hospital da Baleia, em Belo Horizonte, durou cerca de quatro horas.

O médico cirurgião ortopedista Wagner Nogueira, abriu mão de receber pelo trabalho, para ajudar a família do garotinho uberabense.

Em janeiro desse ano, o Uberaba Popular contou a história de Kauã, filho caçula da faxineira Joyce Cristina Alves, 30 anos, que não desistiu de buscar uma solução para a limitação do menino, que nasceu com uma má formação congênita de tíbia e que afetou o desenvolvimento dos membros inferiores. “Soube que o Kauã não tinha formado por completo as pernas e pés após o parto, nos exames que fiz durante o pré-Natal nenhum médico mostrou nada disso”.

Kauã já havia recebido a sentença sobre a saúde: teria de amputar as pernas caso não fizesse em tempo hábil as cirurgias necessárias.

A esperança veio com a descoberta de um especialista no estado do Rio de Janeiro. O valor do procedimento estimado em R$ 100 mil, quase interrompeu o sonho da família de ver o menino andar. Quase. Sem condições financeiras, porém com muita fé, familiares e amigos buscaram ajuda das pessoas.

Graças as doações e a solidariedade de leitores do UP, a história do pequeno Kauã foi compartilhada milhares de vezes nas redes sociais. "O médico do Rio de Janeiro me indicou o professor dele em Belo Horizonte e fui atrás pedir ajuda. Contei nossa história e mostrei a mobilização das pessoas pelo Kauã. Tivemos outros gastos, mas o médico não cobrou pelo trabalho". Nesta quinta-feira (30), o garotinho enfrentou 8 horas de viagem de volta a Uberaba e já está em casa, no Conjunto Habitacional Ilha de Marajó.

A temporada na terra natal será curta até a próxima consulta. Dia 5 de abril, aniversário de 2 anos de Kauã, a família retorna com a criança para Belho Horizonte para nova avaliação médica pós-operatório.  “Agora o médico vai tirar os curativos e ver como está, mas temos certeza que dará tudo certo. São mais seis cirurgias, mas dependendo da recuperação dele a próxima pode ser em menos de dois anos. Agradecemos a Deus e a todos que ajudaram”, disse a mãe de Kauã emocionada.

A corrente do bem continua. Restam 6 procedimentos e há custos com viagens para consultas médicas. Quem puder ajudar a família com alguma doação, pode depositar qualquer quantia na conta poupança vinculada à Caixa Econômica Federal, agência 0160, operação 013, conta 00037786-7 ou ainda entrar em contato pelo telefone (34) 8866-4780.


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