27/03/2017 às 21h16min - Atualizada em 27/03/2017 às 21h16min

Primeiro dia de paralisação de professores reúne 200 educadores em protesto

Cerca de 200 educadores da rede municipal de ensino se reuniram na manhã desta segunda-feira (27), em frente ao Centro Administrativo da prefeitura de Uberaba num ato que marcou o primeiro dia de paralisação da categoria que cobra reajuste salarial.

Em Uberaba, há cerca de 3.500 professores municipais. O grupo quer reposição salarial de 8,43 % perdas salariais mais 7,64%, referente ao índice desse ano. Sem acordo com a administração municipal, os professores levaram cartazes, bandeiras e faixas e gritaram a palavra “respeito” em frente ao prédio da PMU.

Os manifestantes fecharam a rua, impedindo o trânsito no sentido bairro/centro. A Guarda Municipal foi chamada para orientar os motoristas que passavam pela região.

Segundo o SINDEMU, o Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba, das 72 unidades de educação da rede municipal de ensino, 25 aderiram à paralisação.

O primeiro dia de paralisação provou reflexos até nos comércios próximos as escolas.

Os salgados ainda na estufa, após o horário de almoço, mostraram que na lanchonete em frente à Escola Municipal Frei Eugênio, as vendas não foram tão boas. “Menos aluno, menos movimento, hoje o movimento foi bem fraco, com menos vendas”, contou a comerciante Ana Cristina Amâncio de Souza.

“Nossa revolta maior nessa pauta local é que o prefeito aceita a aprovação de 12% no salários do secretariado dele, mas nada do nosso reajuste”, disse o professor de educação física Jhonatan Raimundo.

Os educadores alegam que estão sendo ameaçados por participarem do movimento cobrando reajuste salarial. Caso seja aceita, a proposta da categoria fará com que o salário do professor do município passe de R$ 1.166 para aproximadamente R$ 1.500. Já o valor do tíquete alimentação saltaria de R$ 425 para R$ 600.

Nesta sexta – feira (1/04), uma nova assembleia para avaliação do movimento vai discutir também os prejuízos que a greve pode causar aos estudantes. “Estamos cientes que os alunos serão prejudicados, mas o professor também é chefe de família e também estamos lutando pela classe trabalhadora”.

Em nota, a Secretaria de Educação  informou que a movimentação da greve está dentro do previsto, com adesão em torno de 15%, de quase 4 mil servidores na educação e lamentou que o movimento perdeu o foco, falando em previdência e em terceirização de atividades fins, e não se falou em voltar à mesa de negociação a partir de julho. Conforme dados da Semed, o pagamento da diferença do piso para os educadores infantis está sendo feito como complemento desde janeiro, aguardando as negociações.


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