25/03/2017 às 20h11min - Atualizada em 25/03/2017 às 20h11min

Tagarelando sobre o blues

Quando falamos em rock and roll, não temos ideia de quão longe podemos levar esse conceito. Não é um mero compasso em quatro por quatro, há todo um panorama cultural de diversas, cores, sabores e sonoridades.

Dos idos de 1930 até hoje o blues quando chega às cidades, encanta plateia e músicos do mundo todo, com um estilo singular e uma sensação que chega à causar sentimentos de frenesi às pessoas que fazem e ouvem o blues. Um dos primeiros gêneros musicais do século XX, vindo de raízes africanas.

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Robert Johnson[/caption]

Ao longo do tempo o blues, se fundiu ao rock, ao funk, ao country, dele apareceram personagens conceituais, como o próprio Robert Johnson considerado o patrono do estilo, até o desconhecido e fabuloso chamado Screamin’ Jay Hawkins que cantava o blues gritado e até mesmo melancólica com o sucesso de “I put Spell on You, regravado por muitos outros artistas.

Destacado pelas habilidades dos músicos de blues e blues rock com a guitarra, o estilo tornou-se uma marca registrada da cultura negra mundo.

A guitarra do blues é algo que foge às formas musicais tradicionais ou até mesmo dimensionais, dando fio à criação de vários modos de tocar, de ouvir e de sentir o som, seja no blues, jazz, funk, rock, pop e outros. Escalas variadas e diferenciadas, tornam o blues uma música forte e inovadora. Chuck Berry, Jimi Hendrix, B.B.King, Jeff Beck, Eric Clapton, Peter Frampton, dentre outros revolucionaram o meio musical com bases bem sólidas do blues.

Hendrix, quando aparece com selvageria, alavancas, pedais e o feeling do blues com habilidades sobre humanas, ele mostra ao mundo o poder da potência revolucionária da imanência com o blues, rock, soul... funk e mais outras delícias sonoras.

O blues trás para a música, o uso de instrumentos que não eram tão usados até o começo do século como a gaita, que começou seu legado aonde o blues era rural, nas margens do Mississipi, nos campos de colheita de algodão. Dos gaitistas podemos destacar Junior Wells e James Cotton (falecido no último dia 17 de março de 2017).

Um estilo musical e um modo de se ocupar da vida no mundo, um grito de resistência desde que o primeiro negro bota os pés na América. Um legado insuperável de uma música marginal que permeia do campo à cidade.


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