20/09/2016 às 10h30min - Atualizada em 20/09/2016 às 10h30min

Pela saúde, pela segurança, pelo social, vote em si!

Como é lamentável a corrida eleitoral. Como é lamentável constatar que a política é apenas números. Primeiro o número de candidatos, depois o número de aliados seguido pelos números mostrados nas pesquisas eleitorais. Chegamos ao número de votos e, por fim, ao número de vantagens que terei, se eleita for.

Mas, meus caros, isso não é assim, desde sempre?

E se assim permanece, por longas décadas, é ainda mais lamentável constatarmos que, neste caso, nós, eleitores desta teia numérica, somos responsáveis pelo fracasso da política.

Somos espectadores de interesses pessoais e partidários. Testemunhas de discussões estratégicas para que alguém leve vantagem depois.

Situações impostas, Claro, mas obrigação de aceitá-las não!

Ainda que votar seja nossa obrigação - ou não seremos vistos como cidadãos de bem - o voto é a ferramenta do povo para dizer basta.

Sim! Devemos acreditar que esta ferramenta ainda poderá nos devolver a dignidade perdida.

Cada outubro eleitoral é uma decepção maior. Dilma fez história e, pelo visto escola, com a sua verborragia. Muitos candidatos acharam essencial incluí-la em seus discursos. Blá, blá, blá, blá, blá, o quê?

Na televisão, a Síria parece ser aqui. Ataques e mais ataques. O pior são as pessoas envolvidas nos bombardeios de acusações.

Que tal passear pelo Hospital Dr. Hélio Angotti e perguntar às famílias dos pacientes como é estar no centro de uma guerra onde só elas perdem? Perdem seus pais, filhos, mães, esposas por não levarem a saúde tão a sério quanto as batalhas promovidas pela busca do poder.

Nas ruas... ah, as ruas...Como elas são necessárias. Ganha o candidato que mais estabelecimentos comerciais visitar? Ou ganha o candidato que mais “santinhos” distribuir?

De novo, a gente perde, principalmente tempo em ouvir as repetidas histórias e as promessas nunca cumpridas.

Mas nada causa mais náuseas do que os abraços distribuídos nas feiras, nos bairros, nas praças. Por onde andaram tanto tempo que eu nunca os vi por aqui? Enquanto a atual administração pinta a cidade dos sonhos, a oposição picha os poucos que trabalharam de verdade. É farinha do mesmo saco, eu sei! Mas e nós? Somos? Enquanto a guerra segue lá fora, aqui falamos da segurança pública que, com perdão ao trocadilho, gera insegurança só.

A média de roubos em sete meses é assustadora, embora as autoridades digam que diminuiu.

O legado esportivo municipal é outro bom tema. Cadê as nossas crianças sendo formadas no seu esporte favorito? Quem irá transformá-las no Falcão da Seleção?

Resta-nos aplaudir a quem merece. Atletas que entram para história não pela participação na Paralimpíada do Rio, mas pelo esforço solitário que fizeram para estarem lá.

Aplaudiremos também os bons servidores. Os motoristas dos ônibus lotados que, apesar da estrutura deficiente, conseguem espalhar bons dias e conquistam passageiros.

É, leitor e eleitor! Sejamos firmes e conscientes no dia 2 de outubro. Chegou a hora de reprovar a política dos números e mostrarmos que quem manda no palanque, ainda, somos nós!


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