16/03/2017 às 08h33min - Atualizada em 16/03/2017 às 08h33min

Apitaço reúne centenas de pessoas em protesto contra reforma da previdência

Representantes de sindicatos e movimentos sociais de Uberaba aderiram ao movimento nacional contra reforma da previdência nesta quarta-feira (16).

Com a participação de servidores da Justiça Federal, do Trabalho, da Secretaria de Estado de Fazenda, trabalhadores rurais, estudantes e as secretarias de Saúde e Educação, o grupo seguiu até a praça Rui Barbosa, e após se reunir com outros manifestantes, percorreu algumas ruas na região central da cidade.

A organização calcula que pelo menos 2 mil pessoas participaram do apitaço que criticou as mudanças propostas pelo governo federal na aposentadoria e direitos trabalhistas, ressaltando que as mudanças só trarão prejuízos à população.

Pela manhã, sindicalistas e integrantes de movimentos livres saíram as ruas com faixas e cartazes, em seguida fizeram pronunciamentos na praça Rui Barbosa, onde a concentração teve início. O ato se repetiu no plenário da Câmara de Vereadores, onde a sessão plenária chegou a ser interrompida por manifestantes que pediram apoio do legislativo, solicitando assinaturas dos vereadores contrários à reforma em um documento. O pedido foi acatado pelos 14 parlamentares, inclusive os que pertencem a partidos que já manifestaram apoio ao projeto do governo de Michel Temer e aqueles que integram o mesmo partido do presidente da República.

Entenda a reforma - Pelas mudanças propostas pelo governo será preciso trabalhar 49 anos para ter acesso a aposentadoria integral. Atualmente a aposentadoria ocorre por tempo de contribuição ou por idade. Por enquanto, a proposta está sendo discutida em audiências públicas na Câmara dos Deputados. As emendas devem ser analisadas até o dia 28 deste mês. Se a proposta for aprovada na Comissão Especial, ocorre a votação em dois turnos. Se a PEC 287 não atingir a aprovação de pelo menos 308 deputados, é arquivada. Caso contrário, segue para votação no Senado e após passar pela Comissão de Constituição e Justiça vai para votação em plenário. Também é necessária aprovação em dois turnos com 3/5 dos senadores. Se não houver alteração, a proposta é publicada, caso haja mudanças, o texto volta para Câmara para ser avaliado novamente.


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