15/03/2017 às 21h27min - Atualizada em 15/03/2017 às 21h27min

Boa Idade

Em Psicologia é muito comum a realização de pesquisas. Muitas delas procuram comparar grupos de pessoas a fim de identificar características relevantes em certas condições. De acordo com o objetivo da pesquisa, cada um desses grupos é formado com diferenças planejadas pelo pesquisador. Além disso, as pesquisas são importantes porque suas descobertas possibilitam oferecer alguns benefícios para as pessoas. Particularmente, acho as pesquisas curiosas pelo motivo de que costuma ser possível encontrar mais do que se procurava.

Em uma delas, Carvalho e Mansur realizaram em 2008 um estudo para diferenciar o desempenho comunicativo funcional em idosos saudáveis e idosos com grau baixo e moderado de Alzheimer. Foi possível identificar que o grau de escolaridade interferiu no desempenho funcional da comunicação em idosos saudáveis e com Alzheimer, contudo o aumento da idade não obteve a mesma influência. Dessa maneira, o estudo examinou a possibilidade de auxílio no diagnóstico de demência de Alzheimer através de um questionário.

Esse resultado traz duas implicações interessantes:

1 – É possível envelhecer com saúde. Embora não possamos predizer os efeitos de certos hábitos, sabemos que muitos se correlacionam com a saúde física e mental e isso ajuda a envelhecer preservando melhor nossas capacidades.

2 – Se os velhinhos escolarizados estão melhor do que os velhinhos não escolarizados, quer dizer que talvez alguns dos prejuízos que supomos advir exclusivamente com a idade sejam, na verdade, provenientes do que não fizemos em momentos anteriores da vida. Ótimo, porque não podemos deixar de ficar velhos, mas acesso à escolaridade é algo mais fácil de providenciar.

Pensar que o grau de escolaridade tem esse efeito, nos leva a pensar que educação é também uma questão de saúde pública. Também por alguns outros motivos, sou a favor da cotas para o ensino superior. Considero as políticas de acesso ao ensino superior não só como um incentivo às chamadas classes excluídas, socialmente e economicamente. Da mesma forma, penso que são um investimento social e econômico, fazendo com que facilite a população ter acesso à educação e, por consequência, saúde.

Nota: Não só no estudo citado, mas há um efeito de escolaridade frequentemente encontrado em testes de linguagem.


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