15/03/2017 às 20h54min - Atualizada em 15/03/2017 às 20h54min

Sem refeição, alunos do campus Uberaba do IFTM são dispensados de aulas

Cerca de 500 alunos dos cursos técnicos de nível médio do IFTM, o Instituto Federal do Triângulo Mineiro, estão sendo dispensados do turno da tarde há três dias, porque funcionários do restaurante instalado no campus estão em greve.

A estudante de agropecuária Maria Giulia faz parte do grupo de alunos que está perdendo aulas por conta da paralisação. “A gente vem para a escola querendo aprender um pouco mais, mas agora a empresa da comida está nos dando prejuízo pois teremos que repor essas aulas”.

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Maria Giulia[/caption]

O campus fica a 15 km da cidade. No refeitório, os alunos pagam R$2,50 para almoçar à vontade um cardápio variado, mas nos últimos dias, cerca de 500 alunos dos cursos técnicos de nível médio estão voltando para casa sem almoço e ainda vão precisar repor as aulas que perderam. “O jeito é almoçar em casa, porque a comida aqui além de ser muito boa é barata”.

O diretor geral do campus, Rodrigo Leitão, explica que o serviço de mão-de-obra do refeitório foi terceirizado há 5 anos e nunca apresentou problemas. Leitão esclarece que já está com processo de licitação para terceirização total do refeitório para evitar diversas situações como esta. “O fato da dispensa dos alunos não acarreta prejuízos pois é plenamente possível a reposição dos alunos, professores e alunos estão se programando para isso”.

Na reitoria da instituição, o vice-reitor e o pró-reitor de extensão se reuniram para discutir medidas emergenciais para minimizar os danos gerados pela greve. “A empresa não repassou o pagamento aos servidores, desde dezembro não deposita o fundo de garantia dos funcionários, em função desse descumprimento de cláusulas legais e contratuais não podemos repassar o valor estabelecido em contrato”, explica o vice-reitor José Antônio Bessa, ressaltando que o Instituto tem dinheiro em caixa, mas não pode fazer o pagamento mediante a situação.

A Adsert  - Administração e Terceirização de Mão-de-Obra é uma empresa com sede em Belo Horizonte e recebe mensalmente R$ 19.127 para prestação de serviços junto ao refeitório do campus que atende cerca de 2 mil alunos.

Em nota, a direção da Adsert informou que tem três notas fiscais referente aos meses de dezembro de 2016 e janeiro e fevereiro de 2017 para receber do IFTM e que o valor pendente dos pagamentos aos seus terceirizados se refere ao salário do mês de fevereiro e vale transporte e alimentação do mês de março.  A empresa ainda afirma que devido ao momento de crise, sofreu uma descapitalização, ficando sem recursos para o pagamento dos oito funcionários que prestam o serviço em Uberaba, mas que está à disposição do Instituto para resolver a questão.

A direção geral do campus do IFTM informou que a situação deve ser regularizada amanhã. “Medidas legais foram tomadas, como advertência, notificação e rescisão contratual com a Adsert, além do início de contratação em caráter emergencial de outra empresa, enquanto isso, funcionários com experiência nesse setor serão chamados temporariamente para preparação das refeições”, finalizou Ronaldo Ferreira, pró-reitor de extensão.


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