14/03/2017 às 00h46min - Atualizada em 14/03/2017 às 00h46min

Colégio investe em canteiro sustentável para ensino multidisciplinar ao ar livre

Senhor Luiz é “pau para toda obra”, no colégio. E para colocar em prática projeto do canteiro sustentável, a ajuda dele foi essencial. Enquanto separava a terra com o rastelo, instrumento que parece um garfo gigante, contava ao Uberaba Popular como foi a contribuição.  De uma simplicidade e de poucas palavras, não perdeu tempo, disse o necessário. “Preparei os canteiros e fiz a tela para que os alunos pudessem plantar”.

As mãos sujas de terra do grupo de estudantes são resultado de uma experiência duplamente produtiva: o cultivo de alimentos orgânicos e o aprendizado prático.

Sair da rotina das carteiras foi um dos motivos que fez o professor de geografia Juan Carlo Danta pensar na possibilidade de trabalhar ao ar livre conteúdos ensinados em sala de aula. “Há cinco anos trabalhei em algo semelhante, trouxe para o colégio para que pudéssemos trabalhar agricultura e sustentabilidade. A geografia entra no cultivo do solo, e aí trabalhamos camadas do solo, agricultura orgânica e meio ambiente”, explica.

Se é possível aprender geografia, por que não ciências? A transformação do que era considerado lixo em matéria orgânica é a compostagem. A professora Carina Beatriz Nascimento sugeriu criar uma composteira  que foi feita com materiais que muitas vezes vão parar no lixo: garrafas pet, gaze e barbante. Foi a facilidade em produzir o adubo que chamou atenção. “Achei interessante reaproveitar e reciclar as garrafas que era algo que iríamos jogar fora e agora deixaram a horta mais bonita e organizado”, explica Arthur Duarte, 10 anos.

E a turma deixou mesmo a horta mais organizada e bonita!

Rosana Prata Pontes, professora de artes, caprichou na escolha das cores, afinal um bom prato precisa ser bem colorido e um bom canteiro também!

“Na verdade é uma decoração usando o reciclável, vimos uma outra visão da arte e os alunos se comportam de maneira surpreendente”.

Arte na terra, que decora a plantação de folhosas e legumes, as mudas de alface e cenoura já estão fazendo Marina Moura, 11, viajar. “Fico imaginando uma colheita de cinema, com alface e cenouras gigantes”, brinca.

Para a coordenadora pedagógica Adriene Cristina Pontes, bom mesmo é ver os alunos com idades entre 11 e 14 anos participativos, demonstrando interesse sobre assuntos cada vez mais necessários como sustentabilidade, alimentação saudável e solidariedade.

O manejo vai continuar sendo feito pelos alunos e a colheita já tem destino o prato de entidades sociais e de funcionários do colégio.

Comida boa, sem agrotóxico e que vai para a mesa de quem realmente precisa. “O que mais me chamou atenção foi a oportunidade de ajudar o próximo”, declarou Otávio Augusto Jacometo, 12, que já tirou um 10 no quesito solidariedade.


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