11/03/2017 às 09h38min - Atualizada em 11/03/2017 às 09h38min

Comitiva do Japão visita fazendas de pecuária leiteira em Uberaba

Durante viagem ao Brasil, a comitiva japonesa esteve em Uberlândia, Lagoa da Prata e Juiz de Fora.

Em Uberaba, a comitiva visitou duas fazendas para acompanhar de perto o manejo do gado leiteiro.

Na fazenda Boa Fé, no Distrito de Jubaí, município de Conquista, a pouco mais de 40 km de Uberaba, o grupo que integra uma empresa ligada ao Ministério da Agricultura do Japão colheu imagens e informações sobre o sistema de produção leiteira que serão transformados em um documento público. “Tudo o que eu anoto se transforma basicamente num relatório, ao qual todo o povo japonês terá acesso. Já conhecemos a pecuária de corte, a cultura de cereais e a produção de frango na avicultura. Viemos como uma imagem de que o setor no Brasil ainda era iniciante, mas vendo uma fazenda como essa, percebemos que muitas propriedades estão introduzindo tecnologias avançadas”, explicou o pesquisador kenta Yonemoto.

Os japoneses estudam a possibilidade de desenvolver acordos comerciais com o Brasil para a importação de produtos e tecnologias, já que o país asiático não é autossuficiente na produção de leite e outros alimentos.

[caption id="attachment_9012" align="alignleft" width="300"]
Masahiro Isa[/caption]

Masahiro Isa, diretor executivo da ALIC, Agriculture & Livestock Industries Corporation, ressalta que o Japão é um país muito pequeno, por essa razão importam do Brasil milho, soja e carne de frango em grande quantidade. “É uma grande escala de produção desde a ração, cria, recria e coleta de leite e depois ainda o processamento e distribuição final desses produtos. Todo processo está bem integrado. E para o futuro, quando o Brasil se transformar num grande exportador de produtos laticínios, existe uma grande possibilidade do Japão importar) essa é a tradução das perguntas que fiz.

[caption id="attachment_9004" align="alignright" width="300"]
Jônada Ma[/caption]

A fazenda do pecuarista e empresário Jônada Ma, não foi escolhida por acaso. Esse ano deve encerrar a produção em 4 milhões e meio de litros de leite. Até 2022, a expectativa é alcançar a marca anual de 11 milhões de litros. “Apesar dos bons resultados, a pecuária leiteira ainda tem desafios a serem vencidos. É preciso termos mais animais especializados na produção de leite, na qual Girolando é a principal, sem desmerecer as demais raças, também precisamos investir mais em genética e alimentação e trabalharmos com gestão concentrada na sanidade, gerindo rebanho de maneira profissional”.

Atualmente o Brasil produz 34 bilhões de litros de leite anualmente. 80% vem do gado Girolando. A qualidade é influenciada além do manejo e características genéticas, pela alimentação. Na fazenda Boa Fé, a dieta do rebanho é controlada com um mix de ingredientes composto por silagem, farelos de milho e soja, sais minerais e polpa cítrica.

Tudo avaliado por equipe de nutricionistas. Os animais do confinamento têm à disposição ventiladores, sistema de água e um coçador. No pasto, os bezerros recebem até massagem duas vezes ao dia para acalmá-los antes da mamada.   “Isso ocorre visando adaptação ao sistema de produção e daqui vão para o sistema de recria. O gado Girolando apesar de a raça ter apenas 27 anos tem características importantes como rusticidade, precocidade e produtividade”, complementa o superintende técnico da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando.

Desempenho e qualidade aprovados até por quem vive do outro lado do mundo! Que diga o asiático Masahiro Isa. “Experimentamos bastante leite, queijo, são deliciosos e certamente são produtos altamente aceitáveis pelo povo japonês”.


Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://uberabapopular.com.br/.
Plantão
Atendimento
Envie a sua sugestão de notícia pelo PLANTÂO.