03/03/2017 às 22h00min - Atualizada em 03/03/2017 às 22h00min

Moradores do Parque das Américas sofrem com roubos recorrentes

Ainda que a o site das estatísticas de criminalidade da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) não seja atualizado desde novembro de 2016 e que muitos crimes acabam não sendo registrados, os noticiários mostram uma Uberaba extremamente violenta.

Releases de ocorrências enviados à imprensa pelo departamento de comunicação da Polícia Militar apontam até 17 roubos e furtos em um dia.

Na última segunda-feira (27), a família da secretaria J.D.D virou estatística. A casa onde mora, no Parque das Américas, foi invadida enquanto ela, o marido e o filho almoçavam na casa da mãe dela, que fica há algumas casas do imóvel arrombado. O bairro vem sofrendo, já há algum tempo, com recorrentes casos de assaltos. Na maioria das vezes, as vítimas não recuperam os objetos.

“Os bandidos forçaram o portão eletrônico. Levaram um carro da marca Peugeot, roupas, brinquedos, eletrônicos e dinheiro. Pior foi levar os brinquedos do meu filho, de 4 anos, e os materiais escolares. Ele fica perguntando cadê a mochila dele”, conta a vítima.

Há menos de seis meses, após uma tentativa frustrada de arrombamento, a família já havia tomado algumas medidas para reforçar a segurança. Foram gastos quase R$ 500 para colocar tetras chaves no portão social e fazer a manutenção da cerca elétrica.

No mesmo dia, residência vizinha, na Rua Antonio Policarpo, também foi invadida. Entre os itens levados estavam eletrônicos e objetos pessoais das vítimas.

Para J.D.D, além do trauma, fica a certeza que mudar de endereço, já que o imóvel é locado, não resolverá o problema. “A gente sabe que está acontecendo na cidade inteira. Diariamente ficamos sabendo de casos como o nosso, infelizmente, ninguém faz nada. Vivemos alguns transtornos. As chaves do trabalho do meu marido estavam no carro que levaram. Tivemos que pagar para trocar as chaves também do comércio. Não achamos nada e ninguém viu nada. Nossa sorte foi não chegar na casa com os ladrões lá dentro".

João tem uma prestadora de serviços de manutenção a portões eletrônicos. Apesar do bom momento no setor, ele lamenta ver o desespero dos clientes que o procuram para consertar o que os ladrões destroem. “Está demais. No Parque das Américas é quase todo dia. Infelizmente, a solução é investir em segurança”.

Investimento que dói no bolso da população. Hoje, além das cercas de arame serpentinas e elétricas que custam de R$ 26 a 32 o metro, João conta que os clientes têm optado pela instalação da trava de segurança nos portões automáticos. “Alguns motores dos portões eletrônicos, com o uso da força, são facilmente arrombados. A trava impede o arrombamento e o prejuízo do conserto do motor”.

A opção “a mais” para tentar driblar os bandidos custa, em média, R$ 280. Nos sites de comércio eletrônico é possível comprar a trava com valores mais baixos, entre R$ 85 e 130,00 além do custo da instalação. Um absurdo para uma população que trabalha metade do ano apenas para pagar impostos e que tem saúde, educação e segurança que deixam tanto a desejar.


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