03/03/2017 às 10h40min - Atualizada em 05/09/2018 às 16h17min

Força da oração une diversidades religiosas em Uberaba

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Jovens criam grupos de fé em universidade[/caption]

Uberaba completou nesta quinta-feira (2) 197 anos de história. Na mesma data, é comemorado o Dia da Oração. Para o historiador e uberabense, Carlos Pedroso, as datas podem ser meras coincidências, mas é inegável que a cidade natal de Chico Xavier tenha um grande vínculo com a fé.

Os diversos tipos de religiões atraem turistas de todos os cantos. Espíritas vêm para Uberaba no intuito de conhecer a cidade de um dos médiuns mais conhecido do país, Chico Xavier. Católicos são atraídos pelas igrejas construídas nos séculos passados, cada qual com sua beleza e história. Além disso, a cidade ainda conta com tradicionais benzedeiras que curam os males apenas por meio da fé.

Para o historiador, a presença de tantas diversidades religiosas é explicada na crença pela oração e na confiança em um divino superior. “Em Uberaba há muita gente de religião diferente, mas que faz orações ao mesmo tempo, voltadas ao único Deus. Para entrar em contato com Ele e obter um retorno é preciso conversar, e essas conversas são feitas através das orações”, detalha o historiador.

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Seguidores de Chico Xavier são atraídos para Uberaba[/caption]

Em grupo.  Para o advogado, Eduardo Silva Prado, de 26 anos, o poder de uma oração é infinito, principalmente quando feita em grupos. O jovem é coordenador do Grupo de Oração Universitário (GOU) de Uberaba, no qual reúne estudantes que buscam aprimorar e fortalecer a fé.

O grupo se encontra uma vez por semana, em duas universidades de Uberaba, e tem o propósito de reunir aqueles que não possuem tempo para orar ou têm dificuldades em rezar sozinhos. “A oração é o principal carisma nessas reuniões e acontece de diferentes formas, tais como: louvor, reconhecimento das graças recebidas por Deus, oração contemplativa, oração em línguas, petição de graças e de curas. O encontro funciona como uma reunião de cristãos que têm por objetivo louvar e bendizer a Deus, levando os participantes a experiências pessoais“, explica Prado.

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Igrejas de séculos passados atraem fieis[/caption]

Segundo o jovem, o país possui mais de 500 encontros parecidos com o que é realizado em Uberaba. Independente da cidade ou da crença, Eduardo explica que o propósito dos grupos é o mesmo: atrair pessoas que se manifestem com a divindade superior por meio da oração.

Sozinha. Sem seguir a estima feita pelo GOU, onde os pedidos por meio de orações são feitos em conjunto, a benzedeira de Uberaba, Regina Prosolino, de 62 anos, explica que na benzeção, os pedidos e orações são feitos individualmente.

“Na hora de benzer, a gente foca na mente e pede com o coração. Pede para que as forças maiores tirem a maldade, abençoem e aliviem o que incomoda o outro. A oração vem do coração e funciona como uma conversa sua com Deus”, conta a benzedeira.

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Benzedeira há mais de 50 anos, uberabense acredita na força da oração[/caption]

Regina descobriu a força da oração por volta dos sete anos de idade. Aos poucos, ela foi aprimorando as técnicas e descobrindo os poderes que uma simples oração pode ter.  Mesmo acreditando na força da reza, a benzedeira conta que não sabe uma oração de cor. Os pedidos são feitos individuais e atendem às necessidades daqueles que a procuram.

“Oração é sinônimo de fé, e a fé não se decora. Não tem uma oração que eu saiba. Na hora que a gente benze, a gente fala o que vem na cabeça. Eu nunca lembro as orações que eu faço ou das coisas que eu digo. Acredito que orar seja isso, pedir o que precisa naquela hora”, pontuou a benzedeira.

Regina só atende uma vez por semana. No entanto, o dia é mais do que o suficiente para atender as mais de 200 pessoas que a visitam semanalmente.

Para o historiador, as poucas benzedeiras que ainda atendem em Uberaba estão mais do que sobrecarregadas. Isso porque a arte de benzer tornou-se extinta. “Antes as benzedeiras rezavam para curar doenças. Hoje, elas quase desapareceram devido à assistência social presente na comunidade. A arte da benzeção não pode ser esquecida, ainda mais em uma cidade onde a religião é um dos pontos atrativos e mais lembrados”, explica Pedroso.


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