23/02/2017 às 16h00min - Atualizada em 23/02/2017 às 16h00min

Moradores de rua próxima ao Terminal Oeste tiveram dia de caos

Os moradores da Rua Engenheiro Foze Kalil Abrahão, no Bairro Mercês, nunca tiveram muitos problemas com o trânsito por ali. Embora a rua esteja bem atrás da Avenida Leopoldino de Oliveira – e do Terminal Oeste do BRT/Vetor -, moradores caracterizam a rua como tranquila. Tranquilidade que foi interrompida nesta quarta-feira (22), após uma série de acontecimentos. Acidente com queda de poste, falta de energia e até um ônibus que quebrou parte de uma calçada atormentaram o sossego de quem mora entre as ruas Cavalieri Salvador e Cândida Mendonça Bilharinho.

No meio da tarde, um motorista não identificado teve dificuldades na hora de fazer o cruzamento na Rua Cândida Mendonça Bilharinho, e acabou colidindo em um poste que caiu e prejudicou parte do Bairro Mercês, que ficou sem energia até à noite.

Equipes da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) foram acionados e realizaram a manutenção na rede durante toda a tarde. A manutenção influenciou no tráfego de veículos que tiveram que desviar o caminho para terem acesso à Avenida Leopoldino de Oliveira.

O desvio era feito da seguinte forma: quem passava pela Rua Cândida Mendonça Bilharinho, era obrigado a desviar pela Afonso Rato, descer a Rua Cavalieri Salvador, virar na Engenheiro Foze, para então voltar para a Cândida Bilharinho. Foi nesse momento que o sossego da rua acabou.

Ônibus que seguiam sentido ao terminal tiveram que passar pela Rua Engenheiro Foze Kalil Abrahão devido aos desvios. No entanto, por volta das 18h, o motorista de um dos ônibus não fez a curva com cautela e acabou quebrando parte da calçada de uma casa bem da esquina.

Repercussão. Em uma rede social, a publicitária, Ana Luísa Andrade, contou como foi o caos ao chegar e ver parte da calçada destruída. “Um ônibus acabou de quebrar metade da calçada da minha rua por FALTA DE RESPEITO (e quase levou as árvores da minha casa junto). Foi fazer uma conversão e achou que a calçada era, o quê, a rua???? Dinheiro não cai do céu pra consertar essas coisas não, gente. E o pior é se a prefeitura ver, no final das contas é a gente que paga o pato”, reclamou a publicitária no post.

Ana Luísa e a família moram nessa rua há três anos. Segundo ela, a rua é bem tranquila, mas já presenciou diversos acidentes entre carros e motos – ainda mais depois que os ônibus começaram a passar pela rua. “Já presenciei no mínimo 10 batidas entre carros e motos (moro em uma esquina, o que piora as coisas). Parece que a placa de pare é enfeite. Pra piorar a situação, passa ônibus todo dia”, diz.

A jovem também contou que, na Rua Cândida Mendonça Bilharinho, há uma obra do Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba (Codau) e, por esse motivo, vários desvios também são feitos para a rua onde mora.

Por e-mail, a reportagem do Uberaba Popular entrou em contato com a Codau para saber sobre a obra na Cândida Mendonça Bilharinho e aguarda posicionamento do órgão.

Em contato com a Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Uebraba (Transube), foi informado que não há como penalizar o motorista que quebrou parte da calçada, pois ninguém identificou o número do ônibus e não tem como saber que o dirigia. A empresa lamentou o ocorrido.

Em nota, a Cemig informou que a substituição do poste de energia foi concluída às 21h55 desta quarta-feira (22), quando a energia foi restabelecida para a totalidade dos clientes, depois de quatro horas ininterruptas de trabalho. De acordo com a assessoria da empresa, “apenas os clientes mais próximos ao local do acidente ficaram desligados até a conclusão do serviço”, conclui nota.

A substituição do poste de energia no endereço citado foi concluída às 21h55 de ontem (22), quando a energia foi restabelecida para a totalidade dos clientes, depois de quatro horas ininterruptas de trabalho de nossas equipes.

Apenas os clientes mais próximos ao local do acidente ficaram desligados até a conclusão do serviço. Um dos primeiros procedimentos adotados pela Cemig em casos de falta de energia é realizar manobras no sistema elétrico que permitam o atendimento ao maior número de clientes, restringindo a abrangência da interrupção apenas à área mais próxima da ocorrência, que em geral são apenas algumas quadras.


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