23/02/2017 às 13h13min - Atualizada em 23/02/2017 às 13h13min

Levante Popular organiza abaixo-assinado contra o preço da passagem de ônibus

Jovens do movimento Levante Popular da Juventude em Uberaba irão se reunir, na tarde desta quinta-feira (23), no Terminal Oeste do BRT/Vetor, a fim de recolher assinaturas para um abaixo-assinado contra o valor da tarifa de ônibus no valor de R$ 3,80.

Essa não será a primeira vez que o grupo realizará um ato contra o reajuste da tarifa. Em dezembro de 2016, os jovens saíram às ruas da cidade em ato contra as medidas adotadas pelos órgãos municipais. Em janeiro, o grupo enviou uma denúncia ao Ministério Público de Minas Gerais, no qual pediu o cancelamento do ajuste devido a algumas irregularidades encontradas na atuação do transporte coletivo em Uberaba.

“Agora vamos recolher assinaturas para anexar junto à denúncia que fizemos no Ministério Público. Vamos anexar o abaixo-assinado a denúncias e vamos cobrar, mais uma vez, a resposta da Prefeitura”, conta um dos integrantes do movimento, Matheus Barcelos.

Outras manifestações. Ainda no mês de janeiro, jovens do Levante Popular foram impedidos de realizar ato contra o aumento da tarifa do transporte público, no Terminal. Barcelos conta que os jovens pintavam alguns cartazes com frases que manifestavam contra o aumento da tarifa, quando foram interrompidos por vigilantes do local, chegaram a acionar a Polícia Militar (PM).

Em relação à denúncia protocolada no Ministério Público, o assistente social, Fabrício Araújo Ribeiro, explicou que um grupo de usuários analisou as planilhas de custos da prefeitura dispostas entre os anos de 2012 e 2016. Entre as irregularidades encontradas pelo grupo, estavam custos que não deveriam ser cobrados dos usuários e informações omissas.

“A denúncia se baseia na análise das planilhas de custos até 2016, onde nós encontramos inconsistências, as quais apontamos no relatório entregue à promotoria. Encontramos informações omissas, como o número de funcionários, por exemplo. Acreditamos que a redução dos funcionários deveria impactar no valor da tarifa. E esse é um dado que não está disposto na planilha”, conta Ribeiro.

De acordo com o documento enviado pelos usuários, “há graves distorções, informações obscuras, dados omissos e itens indevidos [...] que desautorizam o reajuste concedido pacificamente”. Ainda segundo o assistente, as planilhas mostram que existem 21 ônibus do sistema Vetor, mas apenas seis veículos estão em circulação.


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