22/02/2017 às 15h02min - Atualizada em 22/02/2017 às 15h02min

Morte de macaco por febre amarela é confirmada em Uberaba

Um dos macacos encontrados mortos no início do mês, em Uberaba, teve a morte por febre amarela confirmada, nesta terça-feira (21). A informação foi divulgada pelo Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Esse é o primeiro caso de morte de macaco registrado na cidade e o segundo caso confirmado no Triângulo Mineiro – o primeiro foi registrado no dia 2 desse mês, em Sacramento.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) explicou que medidas de controle estão sendo realizadas e que neste momento será feita uma intensificação das vacinas contra febre amarela na região onde o primata foi encontrado. O secretário de Saúde, Iracy Neto, também informou que o Estado garantiu que não faltarão vacinas no município. Além disso, a imunização passará a ser feita todos os dias da semana.

“Além das seis mil doses liberadas na segunda-feira, hoje já liberaram mais oito mil. Assim, a partir desta quarta-feira a tarde, a vacinação acontecerá durante todos os dias da semana. Todas as ações para intensificar ainda mais o trabalho serão adotadas, bem como solicitaremos recurso excepcional ao Estado, por meio de uma portaria federal, visando ampliar ainda mais o trabalho que vem sendo feito. Volto a destacar: todas as ações preconizadas para esta situação foram feitas e, até o momento não há nenhum cidadão com suspeita da doença”, afirmou o secretário.

Em Uberaba, não há casos de pessoas com febre amarela há mais de dez anos. Segundo a nota enviada pela Prefeitura, a morte por febre amarela foi confirmada apenas em um dos macacos encontrados mortos na cidade.

De acordo com a SMS, além da intensificação nas vacinas, as ações feitas pelos agentes das zoonoses, motofogs, limpezas e mutirões contra o Aedes aegypti – transmissor da doenã – continuarão sendo feitas. A equipe também fará cerco de bloqueio nos locais onde os animais foram encontrados mortos.

“Todas as nossas unidades estão abastecidas, tanto na zona urbana, quanto na zona rural. A gente pede calma à população, porque a doença é transmitida pelo mosquito. Não se tem registro, em Uberaba, há mais de 10 anos de uma doença urbana. Não é porque o macaco morreu que foi por febre amarela. Isso está em investigação. Então, temos que combater o mosquito – o mesmo mosquito da dengue, da chikungunya e da zika”, explica o diretor de Vigilância Epidemiológica, Robert Boaventura.

Os macacos são os principais hospedeiros do vírus, mas a doença é transmitida por mosquitos. Se não tratada rapidamente, a febre amarela pode levar a morte e a única forma de prevenir a doença é a vacina.

Orientação. A Secretaria de Saúde, conforme orienta o Ministério da Saúde, salienta que uma pessoa precisa tomar apenas duas doses da vacina contra a febre amarela na vida, para estar totalmente imunizada. O esquema vacinal ocorre quando criança, aos nove meses, quando é ministrada a primeira dose e, depois, aos quatro anos, com o reforço.

Quem nunca tomou a vacina, deve tomar a primeira dose e, 10 anos depois, deve tomar o reforço para estar livre da infecção. Quem estiver na casa da terceira idade, ou seja, acima dos 60 anos, é necessária a apresentação de uma prescrição médica, que avalie se existe algum risco em se tomar a vacina. A orientação é que a prescrição médica seja feita pelo profissional que acompanha o histórico clínico do paciente.


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