22/02/2017 às 10h37min - Atualizada em 22/02/2017 às 10h37min

Um relato pessoal de exercício de autodescoberta

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Foto: Freepik[/caption]

Adoro viajar sozinho. Essas viagens são um momento de contemplação e de reflexão. Por isso, na maior parte das vezes, elas têm um grande efeito terapêutico sobre mim e sempre sinto que me ajudam a organizar melhor minha vida.

Costumo sair bem cedo para poder ver o sol nascendo pelo horizonte da estrada. Gosto de observar o dia clarear aos poucos e o céu mudar de cor enquanto os raios do sol surgem e vão atravessando as nuvens. Tudo isso naquele agradável ar frio e fresco da madrugada. Para mim, este é um momento de admiração por esse grandioso e belo universo que é o nosso. Sou tomado por um sentimento de pequenez, porém ao mesmo tempo me sinto fazendo parte disso tudo. Fico feliz, me sinto presenteado com as maravilhas da vida e penso: ‘tudo isso é Deus’.

Durante a viagem, penso na minha vida. Penso no que pretendo fazer e faço alguns planos. Também penso nos últimos problemas que tive e nas maneiras com que lidei com cada um. Da mesma forma, penso nas pessoas próximas e que estão envolvidas em minha história. De repente me dou conta do quanto gosto das pessoas que amo e de como minha vida só é a que é pela presença dessas pessoas.

Acredito que esse não seja um sentimento automático e que às vezes é necessário dedicar o devido tempo para nutrir uma relação assim com o mundo. Também acredito que momentos de solidão são essenciais para conseguir tais sentimentos, para contemplar a beleza da vida e refletir sobre ela. Na solidão existe a possibilidade de se aproximar de si mesmo e é por isso que nas filosofias orientais se pratica a meditação – o caminho para o mundo passa por nós mesmos e é no nosso íntimo que iremos encontrá-lo.

É certo que não falo de todo tipo de solidão. Há aquela que guarda muito sofrimento, marcada pela falta de algo ou de alguém. Ainda assim, existe essa solidão que se trata de um momento a sós e esses momentos me parecem particularmente inspiradores.

Afinal, a solidão pode carregar muita potência de vida e é nela que podemos muitas vezes nos descobrir. Essa descoberta oferece uma compreensão essencial: de que nós podemos ser ótimas companhias de nós mesmos.


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