20/02/2017 às 09h23min - Atualizada em 20/02/2017 às 09h23min

Caso Izabela Gianvecchio ainda sem solução

Em fevereiro de 2015, Izabela Gianvecchio e seus filhos, um casal de bebês gêmeos, foram encontrados mortos na rodovia. As crianças foram encontradas nas proximidades de Buritizal-SP, em 17 de fevereiro daquele ano. O corpo da mãe também foi encontrado no interior de São Paulo, com um ferimento na cabeça, às margens da rodovia José Schavotelo, seis dias antes. Ela chegou a ser enterrada como indigente, mas foi identificada através de fotos. O acusado de ser o mandante do crime era Matusalém Ferreira, suspeito de ser o pai das crianças, atualmente preso em Tremembé junto com Gil Rugai.

À época, a delegada responsável pelo caso, Carla Bueno, informou que Matusalém e seu comparsa conhecido como “Pedrão” articularam o crime de forma fria e cruel. Hoje quem está à frente das investigações é o delegado de Aramina-SP, Jucélio de Paula Silva Rego. O investigador da Polícia Civil daquela cidade, Altino Pereira, informou que o inquérito já foi concluído e relatado para o fórum. “As testemunhas, tanto de defesa quanto de acusação, já foram ouvidas e as investigações por parte da Polícia Civil já foram encerradas. O inquérito agora está em fase de audiência de instruções no judiciário”.

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Marcos Fernandes[/caption]

Defesa. O advogado Marcos Fernandes, que defende Matusalém, diz que sua tese é única. “A denúncia é contra ele ser mandante do crime. Ninguém que é mandante vai junto cometer o crime. Isso é fora do comportamento padrão do criminoso. E quando alguém manda matar alguém, motivadamente deve-se esconder o corpo e não largar na beira da rodovia. Matusalém não é o mandante de forma alguma. Contra ele não tem nenhuma prova e ele está preso porque o juiz quer mantê-lo assim. Na gravação que foi divulgada na época, Izabela fala ‘ele’ sem citar nomes, o que não é suficiente para acusá-lo. Quem matou foi o Pedrão”.

Fernandes informou que já tentou um habeas corpus e a liberdade provisória, mas sem sucesso. “A prisão dele é excessiva. Por ser uma prisão provisória já se passaram dois anos, quando normalmente seriam 180 dias. Já tinha que ter sido julgado”. Uma das justificativas que fortalece a defesa é o fato de os bebês não serem do Matusalém, diz o advogado. “Após a morte, foi confirmado através de DNA que ele não era o pai das crianças. E ele sempre soube que os filhos não eram dele. Ele não tinha muita expectativa quanto a isso, até porque a Izabela era garota de programa”, afirma. O defensor de Matusalém ainda acredita que o cliente será absolvido. “O  julgamento que vai acontecer em Igarapava-SP, porque a primeira morte aconteceu em Aramina-SP que é comarca de lá. Por esse motivo, a absolvição dele está mais garantida”, argumenta.

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Vitor Rachid Daher[/caption]

Acusação. O advogado Vitor Rachid Daher contesta a informação de que Isabela era garota de programa. Ele informa que Matusalém recorreu ao Tribunal de Justiça da decisão de pronúncia. O Ministério Público pediu pela manutenção da prisão e pela sentença de pronúncia para que o suspeito seja levado a júri. O processo se encontra no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Daher também falou sobre o julgamento em Igarapava. “O julgamento fica a critério do tribunal do júri. Com as provas que constam do processo, fica claro a autoria do crime que está sendo imputado tanto a ele quanto ao Pedrão. Eu acredito no bom senso do tribunal. Quando as provas forem apresentadas aos jurados, será quase impossível que eles decidam de maneira contrária. A prova é inequívoca em relação a autoria. É pouco provável que seja absolvido. O que consta na acusação é que Matusalém é o executor e não o mandante. Um crime dessa proporção, não importa onde será julgado, ele terá a reprimenda necessária e eficiente que ele merece. As provas são claras em relação a autoria do dois”.

A família de Izabela espera que o julgamento aconteça o mais rápido possível. “Toda a família espera que ele seja declarado culpado e aguarda que a justiça seja feita. Ela era muito querida e ninguém esperava que pudesse acontecer isso”, afirma o cunhado de Izabela, Douglas Tancredo.

O Tribunal de Justiça de São Paulo já solicitou que o julgamento fosse marcado, e agora aguarda a comunicação das datas.


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