13/02/2017 às 11h34min - Atualizada em 13/02/2017 às 11h34min

Moradores de Ponte Alta apontam problemas na comunidade

Moradores de Ponte Alta, bairro rural de Uberaba, estão tendo problemas em alguns serviços prestados na área na Saúde e na Educação. Eles reclamam que o atendimento de urgência e emergência da cidade, feito pelas ambulâncias estacionadas, não atendem os casos e estão sem estrutura para prestação de primeiros socorros. Além disso, os moradores alegam que estudantes da comunidade estão preocupados com o transporte responsável por levá-los a Uberaba todos os dias, pois o veículo será cortado pela Prefeitura, impossibilitando a ida dos estudantes para a área urbana.

O estudante Otávio Ribeiro explica que a comunidade rural recebeu, na semana passada, a informação de que os serviços de ambulâncias não seriam feitos 24 horas, atendendo apenas de segunda a sexta-feira, das 6h às 18h. A informação deixou a população indignada e preocupada com casos clínicos que podem acontecer em horários além do estipulado.

“A informação nos pegou de surpresa, porque uma comunidade com quase 2.500 habitantes, uma ambulância é extremamente necessária para cumprir o papel de garantir a saúde de todo e qualquer cidadão”, exclama o jovem.

Segundo o estudante, o que chocou a comunidade de Ponte Alta, foi a informação de que as ambulâncias servirão apenas para deslocar  pacientes para unidades de saúde de Uberaba, quando os mesmos tiveram alguma consulta marcada.

“Fomos surpreendidos com essa notícia da retira das ambulâncias o que, de certa forma, choca a comunidade. Já tivemos casos de óbitos na comunidade, por falta de atendimento da ambulância”, diz Otávio.

A Prefeitura de Uberaba, em nota, explicou que o setor de ambulâncias passa por mudanças no quadro de atuação, conforme já divulgado no mês passado. O órgão disse, ainda, que a retirada da ambulância de Ponte Alta, não prejudicará o atendimento, visto que a mesma não é equipada para atendimento de urgência e emergência, ficando à disposição da população apenas durante a semana, das 6h às 18h.

A Secretaria de Saúde explicou que os moradores “estarão resguardados das urgências e emergências por meio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), responsável por atender casos graves”, explica.

A Prefeitura explicou que, a partir de agora, após o acionamento do Samu, um médico irá avaliar, por telefone, a situação do paciente. Caso exista uma urgência na remoção e no deslocamento, o Samu, por meio do médico atendente, poderá acionar a concessionária Triunfo Concebra, responsável pela rodovia BR-262, para prestação do socorro, tendo em vista que a Triunfo possui veículo equipado próximo à comunidade rural.

“Ficamos momentaneamente tranquilos em saber que teremos a concessionária para atender Ponte Alta. No entanto, a comunidade não será penada quanto a isso. Se houver falhas nesse sistema, vamos comunicar”, pontua Otávio.

Transporte na Educação.Em relação aos problemas no transporte dos estudantes, a jovem Lorrane Silva, de 22 anos, explica que será retirado o ônibus responsável por levar e buscar jovens que estudam em Uberaba no período noturno. Ela explica que o último ônibus coletivo que atende Ponte Alta, sai de Uberaba às 19h, impossibilitando o transporte de quem precisa estudar à noite.

“Aqui não tem nada, porque é afastado. As pessoas não sabem, mas aqui é totalmente subordinado à Prefeitura de Uberaba. Todos os impostos vão para a Prefeitura, mas o retorno para cá é quase zero. O pessoal de Ponte Alta já é um pessoal muito guerreiro, pois aqui é um bairro rural onde não tem nada de prospecção, principalmente para os jovens. Iremos tentar recorrer e pedir que esse direito não seja retirado de nós”, explica a jovem estudante, que também depende do transporte para cursar o ensino superior na área urbana de Uberaba.

A jovem conta que muitos estudantes dependem do transporte para poder estudar, já que não possuem outro meio de locomoção a não ser o que é oferecido pela Prefeitura. Segundo Lorrane, o que revoltou a população foi o fato de a informação ter sido divulgada sem antecedência.

“A previsão é que a retirada do ônibus seja no dia 28. Isso foi uma coisa comunicada semana passada. Não foi nada conversado, nada explicado. Queremos uma explicação. Tentaremos recorrer, pois têm muitos estudantes que estão no meio do curso, são bolsistas e, sem esse ônibus, não têm condições nenhuma de continuar os estudos, nenhuma expectativa de melhoria, expectativa de vida, nem nada”, conta a jovem.

Em nota, a Prefeitura de Uberaba informou que em relação ao transporte escolar, os alunos das escolas municipais estão sendo transportados normalmente, e que o transporte de alunos de instituições estaduais ou federais, ou seja, de ensino superior não é de responsabilidade do município.

“A Prefeitura é responsável pela Educação Infantil e Ensino Fundamental. A título de apoio, até que as entidades estaduais, federais resolvam a questão a Secretaria Municipal de Educação (Semed) fará o transporte até o final de fevereiro.  Lembramos ainda que, por conta dos novos loteamentos, esse serviço aumentou significativamente e a Prefeitura tem que atender os alunos sob a sua responsabilidade. Atualmente, a Prefeitura investe R$ 2,5 milhões no transporte, enquanto o Estado repassa R$ 140 mil a PMU. Houve diversas tentativas de ampliar o convênio, mas o Estado não deu retorno positivo, o que obrigava a Semed a utilizar recursos próprios para bancar o transporte dos estudantes das escolas estaduais, pois não se pode utilizar recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para isso”, diz nota.

 Os estudantes marcaram uma reunião com a secretária de Educação, Silvana Elias, a fim de resolver o assunto. A reunião está marcada para acontecer às 17h, desta segunda-feira (13).


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