08/02/2017 às 20h57min - Atualizada em 08/02/2017 às 20h57min

Nova rampa de acessibilidade pode ser a salvação de deficientes

Para quem tem problemas para se locomover, os buracos por toda cidade é só mais um problema. A falta de respeito dos motoristas que estacionam carros e motos nas rampas de acessibilidade das calçadas é outro grande desafio.

De acordo com Israel Garcez, ativista dos direitos das pessoas com deficiência, uma nova rampa, que está em fase de testes em Uberaba pode amenizar algumas adversidades. “Das rampas existentes, a maioria delas já não serve mais. Quando faz o recapeamento asfáltico acaba criando obstáculo. O asfalto ficando muito acima do nível da sarjeta onde escoa a água de enxurrada, com isso cria-se um obstáculo que limita a autonomia das pessoas com deficiências física, visual e também idosos”.

A ideia da rampa surgiu depois de ver que mesmo com tantas rampas na cidade, as dificuldades continuam para quem tem problemas de locomoção. “É um projeto que ainda não tem em outras cidades, mas espero que quando começar a fazer sucesso aqui em Uberaba, sirva de modelo”.

Uma das vantagens da implantação dessas rampas é proporcionar mais autonomia às pessoas com deficiência, mães com carrinhos de bebê e idosos.

Duas rampas foram instaladas para ser avaliadas pelos usuários. “A prefeitura deu o primeiro passo. Quando falei com o prefeito Paulo Piau ele de autorizou a instalação de duas rampas piloto para testes”.

Há 22 anos, Emerson Freire ficou tetraplégico após um mergulho malsucedido e testou a rampa e a classificou como excelente, principalmente, se for implantada no centro da cidade. “As rampas estão em péssimo estado, principalmente para quem anda com a cadeira motorizada. E esse modelo que iguala o meio fio com a rua era tudo que a gente precisava. Acredito que a implantação dessa rampa devia ser obrigação da prefeitura. Eles deveriam consultar a nós, que somos os maiores interessados, em como trazer a melhor forma de acessibilidade para a gente. Somos nós que sabemos o que é melhor ou não”.

Com as dificuldades que enfrenta, Emerson deixou de lado a cadeira motorizada. Ele conta com a ajuda da esposa Alessandra para empurrar a cadeira de modelo bem mais simples. Alessandra também percebeu a facilidade.

As rampas que são instaladas em todas as cidades do Brasil é a mesma das normas da ABNT. Nelas não estão previstos os futuros recapeamentos asfálticos, o que as tornam inacessíveis.


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