08/02/2017 às 19h02min - Atualizada em 08/02/2017 às 19h02min

Secretaria de Saúde esclarece caso de macacos encontrados mortos

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) promoveu, na manhã desta quarta-feira (8), uma coletiva de imprensa para esclarecimento do caso dos dois macacos que foram encontrados mortos na cidade. Participaram da coletiva o secretário de Saúde, Iracy Neto, o diretor de Vigilância Epidemiológica, Robert Boaventura e a chefe do Departamento do Centro de Controle de Zoonoses, Lara Rocha.

Segundo Neto, os animais foram encontrados em locais diferentes, no fim de semana, mesmo com a informação tendo sido divulgada apenas nesta terça-feira (7). Os locais onde os primatas foram encontrados não foram divulgados e a Secretaria informou que a localização será mantida em sigilo até a liberação dos resultados dos exames, para não criar pânico na população.

A equipe do Zoonoses recolheu os animais dentro do prazo de 24 horas, e os mesmos já foram encaminhados à Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), para analisar as causas das mortes e averiguar se há indícios de elas terem sido causadas pela febre amarela. O secretário de Saúde informou que o Estado deu um prazo de até 30 dias para liberação do resultado.

“Estamos trabalhando de forma organizada com equipes na área urbana e na área rural, para que a cidade não fique sem atendimento e preocupada. Nesse momento, nós temos dois macacos mortos e ainda não há motivo para preocupação, já que as mortes estão sendo investigadas. A gente tem agido com cautela e vamos aguardar o posicionamento do Estado para saber como vamos proceder daqui para frente”, ressalta Iracy.

Reforços.Em relação à vacinação, o diretor de Vigilância Epidemiológica, Robert Boaventura explica que já foi solicitado ao Estado mais um lote com 10 mil vacinas, que devem chegar ainda nesta semana. As doses continuam sendo aplicadas às terças e quintas-feiras, das 8h às 16h. De acordo com o diretor, a população não deve se preocupar, pois as unidades mantém os estoques.

“Todas as nossas unidades estão abastecidas, tanto na zona urbana, quanto na zona rural. A gente pede calma à população, porque a doença é transmitida pelo mosquito. Não se tem registro, em Uberaba, há mais de 10 anos de uma doença urbana. Não é porque o macaco morreu que foi por febre amarela. Isso está em investigação. Então, temos que combater o mosquito - o mesmo mosquito da dengue, da chikungunya e da zika”, pontua Boaventura.

O Departamento de Zoonoses informou que uma equipe técnica foi enviada para investigação no local onde foram encontrados os macacos, pois nem toda morte de primata é motivada pela febre amarela. Segundo a chefe do Departamento, a orientação é que caso algum primata seja encontrado morto, a população deve procurar o Centro de Controle de Zoonoses o mais rápido possível.

“É preciso avisar o Centro de Controle de Zoonoses e avisar o mais rápido possível, para efeito da viabilidade do material. Para que sejam feitos os exames para descoberta da causa da morte do animal, o prazo é entorno de 24 horas. A pessoa que encontrar animais doentes ou mortos, deve entrar em contato o quanto antes pelo telefone: 3315-4173”, explica Lara Rocha.

Os macacos são os principais hospedeiros do vírus, mas a doença é transmitida por mosquitos. Se não tratada rapidamente, a febre amarela pode levar a morte e a única forma de prevenir a doença é a vacina.


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