06/02/2017 às 12h46min - Atualizada em 06/02/2017 às 12h46min

Obras do BRT: água parada, buracos e cautela da SEOB

Durante alguns dias, a reportagem do Uberaba Popular acompanhou o transtorno vivido por motoristas e pedestres nas avenidas Guilherme Ferreira e Dona Maria de Santana Borges, em obras para a implantação do BRT/Vetor Sudeste e Sudoeste. O período chuvoso intensificou antigos problemas e surgiram outros ainda mais graves.

O verão chuvoso em Uberaba pode significar tranquilidade quando o assunto é abastecimento de água, mas quem trafega pela avenida Santana Borges tem desejado dias mais secos. Isso porque as obras do BRT/Vetor completaram sete meses e trouxeram prejuízos a alguns motoristas.

O comerciante Antônio Vieira da Cruz, de 62 anos, teve a roda do Gol danificada após passar por um desnível do asfalto encoberto por água. “Isso aqui é brincadeira. Se tivesse seco até dava pra ver, mesmo assim é perigoso, mas com chuva e sem sinalização, isso aqui ainda vai provocar um acidente grave”, reclama.

Sergio Marcelo dos Santos é entregador de farmácia e no dia 13 de janeiro sofreu um acidente na mesma avenida. Ele conta que tinha chovido algumas horas antes de também não perceber o desnível do asfalto e cair. “Tinha chovido, aproveitei que tinha estiado pra ir fazer a entrega no Beija-Flor. Tinha muita água empoçada e eu não vi que o asfalto era mais baixo. Perdi o controle da moto e cai. Graças a Deus não machuquei porque com o asfalto molhado eu estava a uns 40km por hora”. A moto, que pertence à empresa em que Sérgio trabalha, teve o retrovisor quebrado.

Os problemas. Desde que a Consórcio BRT Uberaba iniciou as obras para implantação dos corredores Sudeste e Sudoeste choveram reclamações. A lentidão das obras e os prejuízos causados aos comerciantes dos locais envolvidos no projeto estamparam os noticiários. Mas a execução das obras, segundo moradores destas regiões, foi conduzida de forma desordenada e inconsequente.

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Nagib Galdino Facury, secretário[/caption]

O comerciante da avenida Guilherme Ferreira, prefere não ser identificado na matéria, mas ele lista inúmeras ações que poderiam ter sido evitadas para não causar tantos danos. “A empresa que tá fazendo as obras é muito amadora. Olha essa avenida (Guilherme Ferreira), não tem uma sinalização decente. Onde o asfalto está mais baixo a água fica empossada. Esta é a preocupação da administração com a saúde? É isso que eles fazem para diminuir a infestação da dengue? Devia ter feito trecho por trecho, mas preferiram ferrar o comércio inteiro, tirar o nosso estacionamento e dificultar a nossa vida para agora ficar parado e uma das principais avenidas da cidade ficar feia deste jeito”.

O que acontece com o desnível do asfalto realmente preocupa. A empresa recapeou apenas o lado da pista onde será implantado o vetor. Com isso, a pista que foi mantida está mais baixa e o acúmulo de água ocorre porque o serviço de drenagem ainda não foi realizado. Cobertos de água os motoristas não têm como desviar destes desníveis provocando colisões com danos aos veículos, como o do senhor Antônio.

Em entrevista ao UP, o secretário da Secretaria Municipal de Obras (SEOB), Nagib Galdino Facury, disse estar ciente de todos os problemas. “De um lado a pista está plana e em outros lados ou ela desceu ou subiu, falta complementar as laterais. A gente quer fazer em tudo. Onde a água empoça, é porque a drenagem ainda não está pronta. Uma obra que não está pronta e que é normal causar alguns incômodos. A gente sabe disso, tenta minimizar o possível, mas é obra e obra você sabe como é.

O secretario explicou que o trecho da Nelson Freire/Guilherme Ferreira tem uma depressão e que ainda não está sendo trabalhado devido ao período de chuvas, mas que solicitou aos dois consórcios que sinalizem os trechos onde houver desnível. “Existe a sinalização informando que tem a obra, mas realmente nada que indique a pista irregular”.

Ainda segundo a SEOB, as obras estão sendo fiscalizadas e o intuito é minimizar ao máximo os problemas causados. Quanto à entrega do BRT/Vetor, o secretario diz que a administração não tem data oficial, mas que trabalha com a previsão de finalização em julho.

Quanto ao escoamento da água parada e aos riscos de proliferação do mosquito Aedes aegypti, Nagib disse que os campos abertos serão fechados, mas que está tomando cuidado para não ter que refazer o serviço. “Estes locais estão assim porque faltou algum detalhe da obra ou mesmo a drenagem. Nós não vamos fechar pra depois acontecer algum problema e ter que reparar. Esta é a nossa preocupação: não ter que fazer um serviço hoje e refazer amanhã. Estamos tomando cuidado para não gastar dinheiro duas vezes". , finaliza o secretario.

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