03/02/2017 às 21h06min - Atualizada em 03/02/2017 às 21h06min

Convênio deve sair, mas Funel limita jogadores de fora

Conforme relatado em matérias anteriores, a Liga Uberabense de Futebol ainda espera a assinatura do convênio com a Funel (Fundação Municipal de Esporte e Lazer), através do qual é liberada a verba para o pagamento da arbitragem nos campeonatos do futebol amador. O presidente da LUF já avisou aos dirigentes que, caso o acordo não aconteça, os clubes serão os responsáveis pela remuneração dos árbitros e mesários.

Nesta sexta-feira, em contato com o UP/REPLAY, o presidente da Funel, Luiz Alberto Medina, afirmou que o convênio deve ser firmado. Entretanto, há uma “pressão” para que a Liga limite jogadores de fora de Uberaba nas competições.

Segundo Medina, essa não seria uma condição para a liberação do convênio, porém, há uma resistência da Prefeitura e até da Câmara Municipal em ter atletas que não são de Uberaba disputando os campeonatos.

Grana em Uberaba

“Não é nada imposto, é um acordo de cavalheiros. Esse é um pedido da Prefeitura e da Câmara, não uma imposição. Temos times em que a maioria dos jogadores não são de Uberaba. O que os clubes gastam com jogadores não interessa, interessa é que quem paga a arbitragem, quem banca o campeonato, é a Prefeitura, então que o campeonato seja para quem é da cidade”, explana. A ideia é permitir no máximo três atletas de fora nas categorias de base e até cinco nas demais.

O vereador Ismar Marão é o representante da Câmara que está à frente da iniciativa de coibir os “estrangeiros” nas competições. “Se a Prefeitura paga a arbitragem, os clubes têm que dar uma contrapartida. Tem clube gastando muito com jogador enquanto outros não teriam condições de pagar a arbitragem. Tem clube que paga jogador de fora, mas não investe em categoria de base. Tem que haver bom senso. Se os clubes não precisam se preocupar com a arbitragem e podem pagar jogadores, que sejam daqui. O dinheiro tem que ficar aqui, circular em Uberaba”, pontua.

Desistências?

Para o presidente da LUF, Roberto Carlos Fernandes, estipular um limite de atletas de fora não vai mudar muita coisa. “Já fizemos isso nas categorias de base, atendendo a um pedido da Prefeitura, porque realmente estava extrapolando na época. Mas nos time do Amador, do Master, são poucos que têm cinco jogadores de fora”, comenta. Ele lembra que a Prefeitura não pode interferir nas regras dos campeonatos, em que pese pagar as taxas de arbitragem. “A Liga é uma entidade privada, não pode haver interferência de fora. Para mudar essa regra teríamos que fazer uma reunião com os clubes”, afirma.

Em meio às discussões, Roberto não garante a mudança, mas, pensando no convênio, acena que deve “oficializar” esse limite para cumprir um “protocolo”. Ele se preocupa com os árbitros, que ainda têm vencimentos do ano passado para receber. “Se não for pra primeira parcela do convênio sair em maio, melhor nem assinar. Muitos árbitros já falam em parar por causa dos atrasos”.

O presidente da Funel diz que resta pouca coisa para pagar do ano passado e o acerto será feito em breve.

Enquanto isso, diretores de algumas equipes relatam que não têm condições de pagar a arbitragem e, sem o convênio, vão desistir de competir.

Quanto custa?

Para garantir o convênio, a Funel pediu que a LUF reduzisse os custos, informa Medina. Assim, deve ser aprovado o orçamento sem assistentes nos jogos das primeiras fases dos campeonatos Pré-Mirim, Mirim, Infantil, Master B e Sênior.

O presidente da Liga apresentou duas planilhas. A que englobava assistentes em todas as fases de todos os campeonatos tem o valor de R$ 282 mil. Sem os bandeirinhas em todos os jogos, o total é de R$ 253 mil.

A taxa de arbitragem, por jogo, varia conforme a categoria. O menor valor é R$ 173, no Pré-Mirim e no Mirim. Desse montante, o árbitro recebe R$ 64, cada assistente embolsa a metade desse valor, ou seja, R$ 32, o mesário também fica com R$ 32, e o diretor de arbitragem, com R$ 13.

No Amador B, cujo arbitral já foi realizado, a taxa é de R$ 288, sendo R$ 110 pro juiz, R$ 55 para cada bandeira, R$ 55 para o mesário e R$ 13 pro diretor de arbitragem.

O valor mais alto é para os jogos do Amador Módulo A: R$ 318. São R$ 122 para o árbitro, R$ 61 para cada assistente, mais R$ 61 pro mesário, e R$ 13 para o diretor.

O repasse de R$ 13 para o diretor de arbitragem é um “rateio”, já que ele não vai a todos os jogos, mas organiza as escalas e substituições de árbitros, comparece a certos jogos para avaliar a conduta dos árbitros e mesários etc.

No ano passado, o convênio foi de R$ 340 mil, mas não abrangeu só os campeonatos do futebol amador, mas também outras competições promovidas pela Funel, com a LUF intermediando os pagamentos.


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