31/01/2017 às 17h53min - Atualizada em 31/01/2017 às 17h53min

Caso dos idosos cadeirantes que mobilizou as redes sociais tem reviravolta

A reportagem do Uberaba Popular foi procurada por sobrinhos dos idosos cadeirantes que foram personagens de matéria publicada recentemente (leia aqui), onde foi relatada a história de dificuldades que os quatro moradores do bairro Abadia passam. De acordo com a cozinheira Isabel Damásio e o marido, o autônomo Sandro Borba, as informações foram repassadas de forma errada para os leitores do UP.

“Na verdade, o casal Lindinalva e Sebastião são boas pessoas e realmente merecem ser ajudados. O que não é o caso do José Liduvino Borba e de Antônio Eustáquio Borba. Diferente do que foi publicado, eles são aposentados sim e dispensam todo tipo de ajuda que recebem. O dinheiro que ganham gastam no bar. Não vivem do que ganham na feira e o que ganham com doações ou por caridade das demais pessoas que se compadecem da situação, é tudo vendido”, afirma Isabel.

A sobrinha dos velhinhos diz que já desistiu de tentar ajudar. “Eu faço de tudo de pelo casal, lavo, passo e limpo, mas para os outros dois, eu já cansei de tentar ajudar. Hoje eu vejo que nada pode ser feito. Eu moro do lado da casa deles, somos parentes, convivo há mais de dez anos e não tenho coragem de deixar nada na vista deles porque eles roubam. Nunca trabalharam. Conseguiram aposentar e bebem todo o valor. Resolvi largar de mão porque também tenho minha casa, minhas coisas e meu filho para cuidar”, desabafa.

Ela acrescenta que o Uberaba Popular não foi o primeiro a cair na lábia. “Eles pedem, enganam os outros, ludibriam por causa da deficiência nas pernas e se valem da solidariedade alheia. Se quiserem fazer algo pela Lindi e o marido dela, qualquer ajuda é muito bem-vinda. Mas para José e o Antônio eu não movo um dedo mais para ajudar. Já fiz tudo que eu podia e esgotei as alternativas. Eles vivem desse jeito porque querem. Parece que gostam de viver como bichos”.

Durante a entrevista com os idosos, não foi citado em momento algum a existência do casal de sobrinhos, o que impossibilitou a comprovação da veracidade dos fatos, descritos apenas pelo contato visual da situação dos entrevistados.


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