31/01/2017 às 15h37min - Atualizada em 31/01/2017 às 15h37min

Buracos atrapalham trânsito na região Leste

Algumas das principais avenidas da região Leste da cidade são motivo de reclamação de motoristas e moradores. O motivo é “clássico”: os buracos que tomam conta da pista.

Na avenida São Paulo, sentido centro-bairro, logo após o pontilhão do Tiro de Guerra, o número e o tamanho deles chama atenção. São vários, um após o outro. Quatro casas em seguida têm crateras bem na porta das garagens. O maior deles está cheio de água suja.

Morador de uma das casas em frente ao trecho, o aposentado Aldo Ferreira conta que os acidentes são constantes. “Ontem mesmo teve um acidente feio. Já vi motoqueiro cair aqui e machucar sério. Já teve uns dois carros quebrando a roda, porque sai do viaduto e cai direto nos buracos. Todos os vizinhos ligam na Prefeitura, mas até agora nada. Antes das eleições, recapearam a rua só pra lá do pontilhão. Acho que estão esperando alguém morrer para fazerem alguma coisa.”

Realmente, o asfalto está em bom estado após o viaduto, sentido centro-bairro. Além da avenida São Paulo, foi reformado o pavimento da continuação da via, a avenida Djalma Castro Alves. Ambas ligam o Boa Vista a bairros como Amoroso Costa, Tita Rezende, Josa Bernardino e Elza Amui. No sentido oposto, a continuação da São Paulo, que passa a se chamar rua Divinópolis, também está cheia de buracos.

No Tita Rezende, a avenida Helena Manzan Rodrigues, que dá acesso à quase todas as ruas do bairro, também está esburacada. Na frente da serralheria do senhor Ênio Santos, não tem jeito de desviar: toda a largura da pista está destroçada e o jeito é diminuir a velocidade e passar devagar. “O cliente que vem aqui não consegue estacionar na porta, tem que parar lá na frente”, reclama seu Ênio.

Na outra pista, do lado oposto do canteiro, o pintor Almir dos Santos dá o grito. “Quer buraco? Aqui também tem! Desse lado aí só passa boiada, aqui ainda tem jeito de passar carro”. Por enquanto, porque os furos no asfalto são muitos e a largura e a profundidade vão aumentando. “A desculpa é sempre a mesma, chuva. O problema não é a chuva, é saber compactar. Tem que jogar pedra, pedrisco, compactar a massa, e não só jogar terra com cascalho e piche por cima”, bronqueia seu Almir.

Entre a São Paulo e a Helena Manzan Rodrigues, a rua Mauro Rodrigues Cação é outra em que vão aumentando em quantidade e em tamanho os buracos. O maior deles está bem na esquina com a avenida São Paulo. Quem já conhece o perigo, passa devagar ou vai até o meio da rua, invadindo a contramão. Quem não sabe da armadilha, vira e cai na vala.

Após contato do UP, a Prefeitura informou que a demanda dos buracos foi direcionada à Secretaria de Serviços Urbanos e a localidade será atendida dentro do cronograma do Programa #Multiação para manutenção e conservação de vias públicas do município. A PMU salienta que “neste período chuvoso a perda de material tem sido significativa, visto que o mesmo não adere com o local úmido, sendo necessário um período de sol para efetuar o serviço”.


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