31/01/2017 às 14h13min - Atualizada em 31/01/2017 às 14h13min

Bióloga alerta para riscos à saúde provocados por caramujos

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Vilma Rezende Cunha, bióloga[/caption]

As chuvas da temporada trazem animais indesejados aos nossos quintais, como, por exemplo, a dos caramujos africanos. 

Em entrevista ao Uberaba Popular, a bióloga do Centro de Controle de Zoonoses, Vilma Rezende Cunha, explica que os caramujos, originários da África, foram trazidos ao Brasil com o intuito de ser utilizado para a alimentação em substituição a iguarias como o escargot. "Veio trazido por uma cooperativa do Paraná e daí em diante alguns importaram exemplares. Como viram que não seria agradável ao paladar, simplesmente abandonaram ou levaram para outros lugares com intuito financeiro, onde houve a disseminação e se tornou essa praga". 

bióloga elucida que as primeiras  levas não eram prejudiciais, o que já não acontece no momento. "Eles vieram selecionados, livres de parasitas e próprio para o consumo. Agora, a contaminação se dá pela quantidade de locais que eles frequentam (beira de córregos e lixões), o que os inutiliza e acaba por transmitir algumas doenças, como a angiostrongilíase, que causa principalmente febre e dores abdominais".  

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Teresinha Almeida diz que realiza a catação, mas ainda encontra alguns caramujos no quintal[/caption]

A enfermeira Teresinha Almeida, moradora do Abadia, é uma das muitas uberabenses que sofrem com a presença indesejada dos caramujos africanos. "Onde eu moro tem muita área verde e com terra. Isso contribui muito para o aparecimento deles. E eu realizo a catação, mas ainda pode ver que tem alguns. Não tenho medo porque eu tomo todas as medidas de cuidado, mas é sempre bom saber um pouco mais com o que estamos lidando", afirma. 

Formas de eliminação - Segundo Terezinha, uma das principais medidas para combater o caramujo africano é proteger bem as mãos e realizar a catação. O indivíduo também deve acondicioná-los em saco plástico com cal, usado para que ele se desidrate, amassá-los e colocar na rua para que a coleta recolha. "O fato de se utilizar sal, como forma de combate não é a mais indicada, principalmente em se tratar de hortas e quintais com flores porque ele saliniza o solo e o deixa impróprios para plantações. Água sanitária também ajuda bastante, mas deve-se lavar aquele muco restante que sobra e destruir as conchas para evitar acúmulo de água".  

Ainda segundo ela, os melhores horários para se fazer a catação é entre o entardecer até as primeiras horas da manhã por ser o horário que está mais fresco, sem sol e o momento que eles saem da terra. 

Alimentos – Frutas, verduras e demais hortaliças merecem um pouco mais de atenção. A bióloga explica que independente da época do ano, esses produtos estão impróprios para o consumo até que sejam lavados. "Mas para acabar com qualquer resíduo é necessário usar uma solução composta de uma colher de água sanitária em 5 litros de água, deixe imerso por cerca de 30 minutos e enxague bem. Isso deve ser feito não quando da existência e presença dos caramujos, mas sempre para garantir uma boa alimentação", finaliza a enfermeira. 


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