30/01/2017 às 15h40min - Atualizada em 30/01/2017 às 15h40min

Comportamentalista estuda trauma em ave exótica do sudeste asiático

Para entender a exuberância das cores da Loris molucanos é preciso fazer uma viagem as ilhas da Oceania e ao Sudeste asiático. Nessas regiões, a ave que passa a impressão de ser nativa da fauna brasileira pela mistura de cores, gosta de exibir toda sua energia e vitalidade.

No Brasil, são poucos exemplares. A Marietta,  veio de Brasília, no Distrito Federal para Uberaba, no Triângulo Mineiro, onde está sendo treinada pelo comportamentalista Matheus Borges Zago.

A dona do animal estranhou  a mudança de comportamento do bicho, que antes dócil, passou a ser agressivo e inquieto. Zago explica que, com crescimento do mercado de aves, principalmente da família dos psitacídeos (aves exóticas com cérebro mais desenvolvido), estudos sobre o comportamento desses animais têm sido uma preocupação, já que possuem inteligência e processo de percepção mental e de raciocínio maior. “Esses bichos são capazes de prestar atenção em detalhes mínimos, por conta disso, constantemente sofrem com problemas de desvio de comportamento como agressividade e auto bicamento, foi assim que Marietta chegou até mim, por conta de um abalo na fase de socialização, e isso a impossibilitou de interagir com outros indivíduos do ambiente”.

Ainda conforme conta o comportamentalista, a ave tinha lesões e mutilação das asas devido a agitação, ainda não gostava de ser tocada. “No início do tratamento foi difícil, porque a ave não reagiu bem à minha aproximação, e também não estava acostumada a ase alimentar com sementes, mas com alimentação pastosa, especial para espécie, então depois de muito estudar seu comportamento decidi explorar o hábito natural dessa espécie de coletar néctar das flores e simulei isso colocando a papa na ponta dos dedos para alimentá-la. O resultado foi incrível, em menos de um mês Marietta superou a agitação e aceitou carinho na região da cabeça”.

A ave deve ser treinada pelos próximos seis meses até que o comportamentalista alcance o objetivo que é fazer com que o bicho perca do medo de ser tocado e possa interagir melhor com a dona e outros pessoas.

Curiosidades sobre a Loris – A espécie tem uma língua comprida para se alimentar de pólen e néctar de flores. Após dois anos de idade, as fêmeas já podem procriar, já os machos levam três anos para começarem a reproduzir. Geralmente a ninhada vem com dois ovos. Se a ave despertou curiosidade e você pretende ter uma dessas em casa, é preciso antes, verificar a origem do animal antes de comprá-lo. Por ser uma ave exótica, só pode ser comercializado com autorização do Ibama. Na nota fiscal da loja devem constar dados do vendedor e comprador, variedade da ave, marcação da anilha e número do registro no órgão.


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