28/01/2017 às 19h25min - Atualizada em 28/01/2017 às 19h25min

Pit Stop de carros antigos reúne 80 colecionadores

A 6º edição do Pit Stop de carros antigos já deixa saudades entre os amantes do antigomobilismo.

Cerca de 80 colecionadores participaram do encontro na manhã deste sábado (28), na avenida Coronel Joaquim de Oliveira Prata, no Parque São Geraldo, em Uberaba.

Além de um café da manhã  reforçado e boa prosa, o momento possibilitou a troca de experiência entre os amantes dos modelos que continuam fazendo sucesso até os dias atuais.

Para o empresário do setor de peças automotivas e organizador do evento, Miguel Farias, o resultado da exposição foi bastante satisfatório. “Queremos convidar colecionadores de outras regiões para participarem conosco na próxima edição, mostrar o zelo e o cuidado com essas máquinas. Quem faz restauração também é bem-vindo, vamos manter essa tradição e fortalecer Uberaba como um Pit Stop indispensável para amantes de carros antigos e exóticos”.

Juliano Morais  acordou cedo para exibir o xodó: um Ford Mercury 1948, pintura impecável e o charme dos grandes automóveis usados pelos chefões da máfia. “É um bebedor, um carro grande que ficou famoso por ser usado em cenas de gângster, mas é uma paixão”, contou, lembrando as outras três relíquias que possui na garagem de casa, dois modelos  Bel Air 1952 e 1958 e uma Mercedes 1974.

Deslumbrado pelos carros dos tempos da brilhantina, Juliano conta que os automóveis são clássicos e que apesar da intenção de aumentar a coleção, um detalhe importante tem adiado o sonho: a falta de dinheiro.

É, não é fácil ser um adepto desse tipo de coleção. O Mercury foi o último modelo adquiro por Juliano, que antes, encontrou o carro em situação precária, mas o restaurou com paciência. “Comecei com esse hobby há 15 anos, o Mercury foi o último, quando o vi estava numa situação lamentável, debaixo do sol, pneus nem existiam, então o coloquei em uma cobertura, troquei os pneus e anos depois consegui comprá-lo”.

Quem se dedica a colecionar carros antigos tem características marcantes, a persistência e a possessividade. A confeiteira Sandra Padilha Simões, sabe bem disso, por esse motivo é uma ciumenta incontrolável e assumida. Basta alguém se aproximar do Smurf, (o Fusca da Sandra), que ela já fica em estado de alerta máximo. “Meu marido precisa de alvará para dar umas voltas, sou ciumenta mesmo”.

Assim como os personagens do cinema, o Fusca é azul e no aviso no vidro traseiro, o adesivo deixa bem claro que o carro é de menina. O amor pelo Fusca tem história, e dá nome ao negócio da confeiteira, que batizou a microempresa especializada na fabricação de pudins como Fusquinha Doce. “Sempre que posso estou em eventos viajando com ele, ter um fusca é despertar curiosidade, muita gente me para no sinaleiro e faz até oferta para comprar”.

E se o ronco dos motores é música para os ouvidos da turma mais madura, as crianças preferem outro som. João Pedro Cunha Oliveira Borges, 7 anos gosta mesmo é do barulho das buzinas. Filho de colecionador, o garoto gosta de buzinar no Canário, um Ford Galaxie 1979 amarelo que custou R$ 40 mil. “Eu acho o carro do meu pai bonito, mas quando crescer, além de cuidar desse, também vou querer uma Ferrari”. Diretas e ousadas essas crianças, não?


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