27/01/2017 às 20h19min - Atualizada em 27/01/2017 às 20h19min

Pecuaristas apostam no crescimento das exportações de carne

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Cláudia Junqueira Tosta[/caption]

Não vai faltar carne para o churrasco do brasileiro. Apesar da reação lenta do mercado interno, é o que a maioria dos pecuaristas apostam em 2017. O setor produtivo também está confiante no volume de exportação. “O dólar deu uma voltada, nosso mercado tem uma influência no dólar para exportação e insumos ligados a saúde animal e isso melhora o custo benefício. Com a baixa do milho e da soja que produzem a ração, vamos continuar colocando carne com preço muito bom na mesa do brasileiro, incomparável com qualquer lugar do mundo”, explica Cláudia Junqueira Tosta, pecuarista e membro da diretoria da ABCZ, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu.

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Ice Garbelini[/caption]

A precocidade dos animais que saem cedo do campo para o abate, é uma amostra de que tem muito produtor antecipando a venda do gado, para garantir mais lucro em menos tempo na pecuária de corte. A qualidade da carne que que seduz o paladar mundial não tem mistério, e a explicação é simples: investimento em genética.

De acordo com a zootecnista Ice Garbelini, em torno de 1% do valor gasto investido no gado, é proveniente das técnicas de melhoramento da genética animal, tendo assim, um retorno  muito grande.

A zootecnista lembra que para atender as exigências do mercado, a pecuária nacional precisa aliar tecnologia a sustentabilidade, com manejo adequado e o bem estar do animal, o que é considerado um desafio. “Esses desafios são criados a partir do momento que existem demandas como por exemplo, cobertura de gordura superior, precocidade, e isso é o mercado quem determina, nosso papel é buscar técnicas que vão alcançar esses resultados”.

Apesar da eficiência no processo de produção, 2016, definitivamente não foi um ano fácil para a pecuária. Por isso, muitos produtores adotaram medidas no campo para garantir que o volume de vendas crescesse, mesmo com a economia frágil. Agora, com a fase menos revolta do período turbulento, produtores aguardam boas notícias.

O Brasil fechou o ano de 2016 exportando carne bovina para 133 países ao redor do mundo. Para esse ano, a ABIEC, que é Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, acredita em números ainda mais positivos, podendo chegar a 1,5 milhão de toneladas e US$ 6 bilhões. Se esses números se confirmarem, vão representar aumento de 11% em volume e 9% em faturamento em comparação com ano passado.


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