27/01/2017 às 19h26min - Atualizada em 27/01/2017 às 19h26min

Tatuadora faz tattoos de alerta em projeto social

Já pensou em estampar na pele, com uma tatuagem, alguma alergia, doença crônica, tipo sanguíneo ou se você é ou não doador de órgãos, por exemplo? A tatuadora de Uberaba, Marcelly Correa, está com uma ação social que promove justamente as chamadas “tatuagens sociais”. A campanha, intitulada “Tattoo do Bem” começou há uma semana e já aderiu vários adeptos.

Em uma rede social, a tatuadora publicou o projeto explicando como ele funciona. Em uma semana, o post teve centenas de compartilhamentos e milhares de visualizações. “A procura é grande, mas são poucas as pessoas que agendaram um horário para a ‘Tattoo do Bem’, pois muitas pessoas ainda têm medo de assumir que têm alguma doença crônica, por exemplo”, comenta Marcelly.

Tattoo do Bem. A campanha nasceu em São Paulo, por meio da ação da tatuadora Buuh Safeco, que acabou criando uma página para o projeto. Nela, tatuadores de todo o país são inseridos na campanha e, a partir de então, começam a promover a Tattoo do Bem nas cidades onde atuam. Em uma das abas da página, é possível localizar todos os profissionais que promovem a ação. Em Minas Gerais, Marcelly foi a pioneira e é a única profissional que já aderiu ao projeto.

“Essa ação saiu faz pouco tempo, mas bem antes, eu já queria ter algum tipo de ação social. Quando eu vi a publicação da Buuh na rede social, na hora eu já a chamei e perguntei se eu podia fazer parte também. Estou muito feliz em participar disso. É mais um projeto pessoal do que profissional. Ganho emocionalmente, na atitude em estar ajudando alguém”, conta.

Na ‘Tatto do Bem’, apenas o valor do material é cobrado, saindo bem mais barato do que as outras tatuagens. O preço varia de R$ 50 a R$ 70, depende do tamanho da tatto, e não há restrições desde que tenha significado.

“A tatuagem tem que ter um significado. Então, a pessoa que quer ter uma ‘tattoo do bem’ pode tatuar o tipo sanguíneo com o fator RH, se é diabético, soro positivo, tem asma, transtornos, bronquite, é doador de órgãos ou se tem alergia a algum medicamento. Essa ação surgiu como uma prevenção. Em caso de acidentes, por exemplo, é muito difícil saber qual o tipo sanguíneo da pessoa sem que ela tenha que se submeter a exames. Ou se ela é alérgica a alguma medicação. Eu não desejo o mal e não quero que nenhum dos meus clientes precise passar por uma situação em que a única identificação para saber o tipo sanguíneo, por exemplo, seja a tatuagem na pele. Mas, é muito gratificante saber que a minha ação pode ajudar alguém”, explica Correa.

Opinião de quem fez. As primas Nicolle Árabe, de 27 anos e Lorena Almeida, de 22, estamparam, na pele, o tipo sanguíneo com o fator RH. Nicolle tatuou “AB +”, já a publicitária, Lorena, estampou o “B+” dentro da representação de uma gota de sangue. Para as primas, a tatuagem é como uma prevenção, caso algum incidente aconteça.

“Essa já é minha sexta tatuagem. Resolvi fazer com o meu tipo sanguíneo, pois, se um dia eu me envolver em um acidente, não corre o risco de demorar para descobrirem meu tipo de sangue”, conta Nicolle.

A prima também teve a mesma conscientização e acredita que mais pessoas deveriam aderir à ideia. “Eu acho a ‘Tattoo do Bem’ muito importante para identificação caso alguma emergência aconteça. Esperamos não ter que passar por isso, mas se um dia passar, terei o meu tipo sanguíneo tatuado no pulso”, explica Lorena.

Marcelly conta que já tem vários outros projetos sociais em mente. Um deles envolve mulheres que já tiveram câncer de mama, no qual a ideia é fazer a reconstrução da aureola ou uma tatuagem em cima das marcas deixadas pela doença. “Eu tenho a consciência de promover o bem e quero ajudar às pessoas de alguma forma”, conclui.


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