12/09/2016 às 19h25min - Atualizada em 12/09/2016 às 19h25min

Preso dois dias consecutivos, acusado de maltratar cães segue em liberdade

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Delegado que investiga o caso diz que lei para o crime de abandono de animais é branda e não prende[/caption]

O homem de 39 anos foi detido novamente neste domingo (11), após aparecer com outro cão na porta do imóvel onde vive sozinho. Um grupo de manifestantes se reuniu em frente à casa do suspeito e chamou a Polícia. O rapaz foi mais uma vez para delegacia, assinou um termo e foi liberado.

O homem já havia sido detido na última sexta – feira (9), após vídeos de maus tratos a cães serem publicados na internet. Em uma das imagens gravadas por vizinhos do suspeito, um cão aparece tentando sair de dentro de uma piscina, mas não consegue, pois, a escada havia sido retirada da borda.  Num caso mais recente, o homem teria deixado filhotes de cachorro dentro de um carro, com as portas e vidros fechados, debaixo de sol forte.

Depois que as imagens foram divulgadas, um grupo de pessoas ligadas a movimentos em defesa dos animais criou uma petição pública na internet pedindo a interdição do rapaz. O abaixo-assinado já tem mais de duas mil assinaturas digitais. Representantes de uma ONG registraram boletim de ocorrência. O caso foi parar no Ministério Público que teve acesso aos vídeos.

De acordo com a família do homem apontado como agressor dos animais, ele sofre de incapacidade mental. Mas ninguém comenta o caso. Na casa dele, a Polícia Ambiental confirmou a situação de maus tratos. “ Nós resgatamos uma cadela que estava com uma das orelhas cortadas e ainda ferida. O animal tinha marcas pelo corpo e estava magro e debilitado”, confirmou o Tenente Rivaldo Luciano. Após a intervenção da Polícia, cinco cães foram recolhidos e encaminhados para abrigos.

O caso está sendo investigado na Delegacia de Meio Ambiente. De acordo como delegado Leonardo Cavalcante, a lei para quem comete o crime de maus tratos a animais é branda, e apesar da revolta da população, por enquanto, o rapaz deve continuar em liberdade. “É evidente que a população se revolta, mas a Polícia e o Judiciário trabalham na lei, a pena do crime é de 3 meses a 1 ano e se enquadra para que se faça um termo circunstanciado da ocorrência. Se a população está revoltada que se revolte com deputados e senadores que fizeram essa lei branda”, finalizou.


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